Cooperación XI: FAB sedia exercício entre Forças Aéreas Americanas

Mais de 1200 militares de 14 países participam de treinamento da FAB em Campo Grande. (Foto: Sgt. Müller Marin/FAB)

Começou na segunda-feira (16), na Base Aérea de Campo Grande (MS), o exercício multinacional Cooperación XI. Pela primeira vez a Força Aérea Brasileira está sediando o treinamento de resposta a desastres naturais, que reúne militares e meios das Forcas Armadas e de Forças Aéreas Americanas.

Mais de 1200 militares de 14 delegações participam do exercício, incluindo países-membros do Sistema de Cooperação entre as Forças Aéreas Americanas (SICOFAA), observadores e convidados. A operação tem como objetivo o aprimoramento da coordenação de apoio mútuo, adestrar procedimentos de Comando e Controle (C2) das Operações Aeroespaciais em resposta a incêndios e fortalecer a capacidade de coordenação do país afetado diante de desastres naturais ou antrópicos.

Ao todo, participam do Exercício militares da Marinha do Brasil (MB), do Exército Brasileiro (EB), do efetivo de Unidades da FAB distribuídas por todo o País e das Forças Aéreas ou equivalentes da Argentina, Bolívia, Canadá, Chile, Colômbia, Estados Unidos, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana e Uruguai. Durante o Cooperación, a BACG será sede para 18 aeronaves de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento (IVR), Asas Rotativas e Transporte, incluindo o KC-390 Millennium, C-130 Hércules, C/SC-105 Amazonas, C-27J Spartan, Cessna 208 Caravan, drones RQ-900 e helicópteros H-60 Black Hawk, UH-12 Esquilo, Bell 412 e UH-1.

“O Brasil é referência com relação a operações conjuntas e combinadas. Fazer o Exercício com as Forças Aéreas Americanas traz ao País uma maior expertise para que possamos rever o Comando e Controle e como fazê-los com outras Forças Aéreas, especialmente, em caso de desastres naturais”, afirmou o comandante de Operações Aeroespaciais, tenente-brigadeiro Alcides Teixeira Barbacovi. “Temos um exemplo muito grande, na Taquari, em que países, aqui, da nossa América, vieram nos ajudar, e somos muito gratos a isso. Aqui, vamos fazer uma atividade de Comando e Controle, com operações reais e na carta, e vamos desenvolver novas doutrinas e manuais.”

Durante as duas semanas de operação, em um cenário simulado, o esforço multinacional será submetido a situações complexas impostas pela Direção do Exercício (DIREX), com o objetivo de treinar processos decisórios em diferentes níveis, culminando na viabilização de missões de Combate a Incêndios em Voo, Busca e Salvamento e Evacuação Aeromédica (EVAM), em apoio às autoridades civis. O planejamento e a coordenação da execução do Exercício estão a cargo do Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE).

“A presença de cada país representado neste Exercício demonstra um princípio simples e poderoso: quando as Nações das Américas se unem em torno de valores compartilhados para enfrentar desafios comuns, o esforço de cada uma contribui para o sucesso de todos. Assim, o espírito de cooperação entre as Américas se fortalece, no qual as Américas agem pelas Américas. Aprendizado mútuo e intercâmbio profissional. Nos próximos dias, esta Base Aérea se transformará em um espaço de trabalho conjunto”, destacou o diretor do exercício, brigadeiro do Ar Newton Abreu Fonseca Filho.

Via Força Aérea Brasileira

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