Controladoria Geral da Colômbia aprova compra do Gripen

A Colômbia deu mais um importante passo no processo de aquisição do Gripen E/F para a renovação da sua obsoleta frota de caças.

Tendo optado por 15 Gripen E e dois Gripen F, aeronaves que deverão contar com componentes produzidos no Brasil, o país assinou, em 14 de novembro de 2025, um contrato avaliado em 3,13 bilhões de euros. As entregas poderão ocorrer entre 2026 e 2032. Além dos caças de última geração, o acordo contempla treinamento de pilotos e mecânicos, fornecimento de peças de reposição, apoio técnico, armamentos e transferência de tecnologia em áreas como cibernética, aeronáutica, saúde, energia sustentável e purificação de água.

A aprovação da Controladoria Geral da Colômbia, após uma revisão exaustiva amparada por protocolos de segurança nacional, é considerada fundamental para conferir solidez e transparência a todas as etapas de um contrato multimilionário. Segundo o órgão federal, não foram identificadas inconsistências na estruturação contratual nem no processo de seleção, cuja concorrência incluiu o caça norte-americano F-16 e o francês Dassault Rafale.

A negociação está sendo conduzida no modelo país a país. De acordo com a Controladoria, a proposta sueca foi a que apresentou menor custo, melhor respaldo de vigências futuras e prazos de entrega mais curtos, fatores considerados estratégicos diante da obsolescência e da baixa disponibilidade operacional dos caças Kfir atualmente em serviço na Força Aérea Colombiana.

No processo de seleção, apenas a Saab e a Dassault apresentaram informações técnicas e financeiras suficientes para permitir uma comparação efetiva. A avaliação conduzida pela Força Aérea Colombiana considerou nove variáveis e 157 subvariáveis, com a proposta sueca alcançando a melhor pontuação em critérios como menor custo por hora de voo, facilidade de operação em pistas curtas e menor custo de manutenção.

O cronograma financeiro prevê que 40% do valor do contrato seja pago entre 2026 e 2031, enquanto os 60% restantes serão desembolsados no período de 2028 a 2032.

Depois da Suécia, com 60 aeronaves, e do Brasil, com 36 exemplares, a Tailândia tornou-se o terceiro país a escolher o Gripen, com um pedido inicial de 12 aeronaves, começando por um lote de quatro. A Colômbia passa agora a integrar esse grupo de operadores. Atualmente, o programa soma 117 pedidos firmes, número que pode chegar a 125 caso as opções de compra da Tailândia sejam exercidas.

No continente sul-americano, o Peru surge como um forte candidato a optar pelo vetor sueco no processo de renovação da sua frota de caças.

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