Condor mira mercado civil com spray para autodefesa de mulheres

Referência no desenvolvimento de tecnologias não letais para forças militares e policiais, a Condor Tecnologias Não Letais abriu uma nova frente de atuação em 2026 com a criação da divisão de Projetos Especiais, voltada ao mercado civil. A iniciativa, que vinha sendo estruturada há cerca de uma década, ganhou impulso com o avanço das discussões regulatórias sobre o uso de dispositivos de defesa pessoal no país.

O primeiro produto dessa nova linha é o spray Defensor Espuma, direcionado ao público feminino e com lançamento marcado para o dia 30, na sede da empresa, no Rio de Janeiro. A apresentação inclui um painel sobre o uso correto da tecnologia, com ênfase em suas limitações — como a ineficácia em situações envolvendo agressores armados com armas de fogo. Segundo a empresa, a proposta é inserir o produto em um contexto de uso responsável, alinhado às boas práticas de segurança.

Baseado em uma tecnologia já dominada pela Condor, o modelo em espuma traz vantagens operacionais: maior precisão na aplicação, efeito direcional — evitando contaminação de terceiros — e possibilidade de uso em ambientes fechados. A empresa também aponta o contexto de aumento dos casos de violência contra a mulher como um dos fatores que impulsionam a demanda, além da busca por maior clareza regulatória em torno desses dispositivos.

Nesse sentido, o Rio de Janeiro saiu na frente ao autorizar a venda de sprays de extratos vegetais em farmácias, por meio da Lei 11.025/25. Outras unidades da federação seguem caminho semelhante, enquanto o tema também avança no Congresso Nacional com o Projeto de Lei 727/2026, já aprovado na Câmara. A produção do Defensor Espuma será concentrada na unidade de Nova Iguaçu (RJ), com capacidade inicial de cerca de duas mil unidades por dia — número que pode crescer com a chegada de novos equipamentos.

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