Comandante da Aeronáutica defende adequação aos novos tempos

Foto 1 Rossato-Jornalistas.
O comandante da Força Aérea abordou a necessidade de ampliar a divulgação de assuntos relacionados à aviação. (Imagem: Agência Força Aérea)

“Queremos uma Força Aérea mais enxuta, mais capacitada e mais operacional com os meios adequados”, afirmou o comandante da Aeronáutica, tenente brigadeiro-do-ar Nivaldo Luiz Rossato, durante encontro com profissionais da mídia especializada.

O comandante destacou a necessidade de adequar a instituição aos novos tempos. “Vejo a atuação dos profissionais de comunicação como uma atividade crescente e importante. Há interesse na divulgação em tudo o que ocorre em aviação, tanto civil quanto militar, no Brasil e no exterior”, disse.

O oficial também ressaltou a necessidade de levar informação à sociedade que, muitas vezes, desconhece a extensão dos ganhos em investimentos na área de defesa, como consequência da transferência e desenvolvimento de novas tecnologias.

As repercussões dos ajustes econômicos do governo nos projetos estratégicos da FAB, a reestruturação da gestão e a revisão do Plano Estratégico Militar da Aeronáutica (PEMAER) foram alguns dos temas.

Projetos

Questionado sobre o andamento do K-X2, que prevê a aquisição de aeronaves Boeing 767 para equipar o Esquadrão Corsário (2º/2º GT), sediado no Rio de Janeiro, o comandante afirmou que o projeto é prioritário. “O K-X2 é muito importante para a FAB. Precisamos de um avião com essas características: mais capacidade de carga, custo de manutenção mais barato e adequado para a realização de reabastecimento em voo (REVO) em grandes distâncias”, destacou.

Em relação a possíveis alterações no cronograma, ele lembrou que muitos dos projetos estratégicos da FAB estão no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e que ainda não há uma definição junto ao Ministério da Defesa sobre possíveis cortes orçamentários. “Estaremos solidários ao governo. Temos que aceitar a realidade do País”, pontuou.

Experiência

O repórter da revista Tecnologia e Defesa, Kaiser Konrad, há dez anos se especializou nesse segmento. Ele já esteve em 35 países para a realização de cerca de 70 coberturas internacionais. O jornalista esteve no leste da Ucrânia para cobrir o conflito que já fez mais de seis mil mortes. “A gente quer voar para sentir, conhecer e descrever a missão com o objetivo de esmiuçar isso num artigo com o merecido destaque”, explicou.

Estrutura de comunicação

Os profissionais foram apresentados à estrutura, à política e ao sistema de comunicação social em vigor na Força Aérea Brasileira. O chefe do Centro de Comunicação Social (CECOMSAER), Brigadeiro do Ar Pedro Luís Farcic, destacou a importância do evento em que profissionais especializados na temática militar têm a oportunidade de esclarecer dúvidas diretamente com o comandante da Aeronáutica.

Ivan Plavetz

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