Colômbia pode substituir seus drones israelenses Hermes pelos Bayraktar da Turquia

TurDef (*)

De acordo com o jornal equatoriano El Comercio, a Força Aérea Colombiana (FAC) está considerando a possibilidade de substituir seus seis sistemas de aeronaves remotamente pilotadas (SARP) Hermes 450 e dois Hermes 900, adquiridos em 2012 da israelense Elbit Systems, pelos Bayraktar TB2 e Bayraktar TB3, da fabricante turca Baykar.

Uma das principais razões para a desativação dos SARP’s da Elbit, além das relações degradadas entre os dois países, está no fato desses não poderem ser armados, servindo apenas como plataformas de inteligência, vigilância e reconhecimento (N.E.: como ocorre na FAB). Já os Bayraktar TB2 e TB3 oferecem uma ampla gama de opções de armamento.

No caso do Bayraktar TB2, as opções incluem munições planadoras MAM-L, Bozok, Kayi e a munição de ataque rápido Kemankeş 1, movida a turbojato. Já o Bayraktar TB3, de maior porte, além do arsenal do TB2, pode transportar munições mais pesadas, como o míssil UAV-122 (testado a mais de 50 km de alcance) e a munição planadora MAM-T, que tem maior alcance e poder de impacto superior ao MAM-L.

O Bayraktar TB2, provavelmente considerado o substituto do Hermes 450 devido às suas características mais semelhantes, também pode proporcionar melhorias em missões ISR graças às recentes integrações do sistema EO/IR ASELFLIR 500 e do radar AESA Osprey 30 da Leonardo. Por outro lado, o TB3, capaz de usar sensores semelhantes (incluindo o ASELFLIR 500), tem a vantagem adicional das capacidades STOL (“short take-off and landing”) demonstradas no LHD TCG Anadolu (L400) da Marinha Turca.

Texto traduzido e adaptado por Paulo Bastos

(*) A TurDef foi fundada em fevereiro de 2021 com o objetivo de divulgar, de forma imparcial e independente, informações ​​sobre a indústria de defesa, relações internacionais e forças armadas da Turquia. Desde 2025 é parceira de Tecnologia & Defesa no intercâmbio de informações, para manter os leitores atualizados das notícias importantes que ocorrem entre os dois países.

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Uma resposta

  1. A FAB como sempre comendo moscas com um monte de drones de reconhecimento que custam verdadeiras fortunas, e não ter nem um drone de ataque,talvez eles acham que guerras se vence só com observação e transporte!

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