CLA recebe embaixadores e Força Aérea dos Estados Unidos

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(Imagem: CLA)

O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) recebeu a visita técnica de integrantes da embaixada dos Estados Unidos no Brasil e da Força Aérea dos Estados Unidos (USAF). A visita, ocorrida na última semana, teve por objetivo promover a troca de conhecimentos sobre as atividades espaciais desenvolvidas nos dois países.

Participaram o ministro conselheiro para Assuntos Comerciais da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, Enrique Galindo Ortiz, acompanhado de oficiais do Escritório de Ligação Militar do órgão diplomático estadunidense. Pela USAF, estiveram presentes o oficial especialista em assuntos espaciais da 12ª Força Aérea (AFSOUTH), tenente- coronel Banta York, além de representante da Divisão de Operações Espaciais do Comando Espacial da Força Aérea (AFSPC de acordo com sigla em inglês) e do Laboratório de Pesquisas da Força Aérea (AFRL).

A atividade foi iniciada com uma apresentação institucional da organização militar da Força Aérea Brasileira (FAB) realizada pelo coronel-aviador Cláudio Olany Alencar de Oliveira, diretor do CLA. O tenente-coronel Olany destacou o histórico das atividades espaciais no Brasil, estrutura de funcionamento do Sistema Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (SINDAE), meios operacionais e de apoio atualmente disponíveis no CLA, principais operações realizadas, futuros lançamentos e desafios enfrentados pelo Centro.

Os visitantes puderam conhecer as instalações operacionais do Centro de Controle de onde é feita a coordenação das operações de lançamento, bem como as estações do Setor de Comando e Controle (SCC), entre elas, de Meteorologia, Telemedidas e Rastreio. No Setor de Preparação e Lançamento (SPL), a comitiva conheceu as novas instalações do Prédio de Segurança e do Prédio de Depósito de Propulsores, essenciais para o aumento da segurança durante as campanhas de lançamentos.

Além dos prédios recém-inaugurados, os visitantes conheceram o mock-up em dimensões reais do foguete suborbital VSB-30, veículo certificado para lançamentos no exterior que já cumpriu mais de 20 operações com sucesso em solo europeu.

Também foi visitada, a Casamata, a estrutura mais próxima das plataformas de lançamentos e que abriga em segurança parte das equipes envolvidas com as operações. O primeiro dia de visita foi encerrado na Torre Móvel de Integração (TMI), estrutura de montagem e operação do Veículo Lançador de Satélites (VLS), o maior foguete de desenvolvimento nacional.

Enrique Galindo Ortiz apresentou dados atualizados sobre o setor espacial no mundo e perspectivas de negócios relacionadas à área junto aos Estados Unidos por meio de acordos e parcerias. O subchefe da Divisão de Operações Espaciais do AFSPC, Timothy Leroy, apresentou a política, doutrina e processos de lançamento espacial nos Estados Unidos.

No último dia da visita, o tenente-coronel York, especialista em atividades espaciais da AFSOUTH e do AFSPC fez uma apresentação que abordou o histórico das atividades espaciais nos Estados Unidos, contemplando os primórdios da corrida espacial após a II Guerra Mundial, últimos avanços com o lançamento de veículos reutilizáveis e o futuro do setor espacial. Na sequência, Timothy Leroy do AFSPC detalhou as missões da 45ª Ala Espacial / Grupo de Operações Espaciais e de esquadrões de lançamento nos Estados Unidos, com ênfase na alta operacionalidade das organizações envolvidas na área.

Troca de experiências foi o foco do encontro Brasil / Estados Unidos no CLA (Imagem: CLA)

Por fim, o físico de pesquisa sênior, Ronald Glen Caton, da Diretoria de Veículos Espaciais do AFRL falou sobre as atividades desempenhadas pela instituição de pesquisas da USAF que desenvolve estudos e pesquisas espaciais por meio dos lançamentos e observações na Estação Espacial Internacional (ISS), resultando em novos produtos e melhorias na vida cotidiana de toda sociedade.

“Foi um encontro muito significativo, onde foi criado um diálogo entre os países e compartilhada experiências e práticas desenvolvidas no âmbito do programa espacial para a competitividade dos países, desenvolvimento de indústrias vinculadas à área espacial e criação de emprego e renda”, afirmou Enrique Galindo Ortiz.

“Devido as altas cifras envolvidas na atividade espacial, a cooperação mútua é um caminho que as nações vêm seguindo, como forma de reduzir custos e obter máximo desempenho com ganhos compartilhados”, disse o coronel-aviador Olany.

Ivan Plavetz
Fonte: CLA