CBC doa 100 fuzis Taurus T4 e 100 mil munições as Forças de Segurança do Rio

0
33985
Ronaldo Olive, o "Kid" de T&D, testando um protótipo do Taurus T4. Armas de fogo era uma de suas maiores paixões.

Em uma rápida cerimônia realizada no Forte de Copacabana, Zona Sul do Rio, na última terça-feira (20/03) ocorreu a doação de 100 fuzis de assalto modelo Taurus T4 para as Secretarias de Segurança e de Administração Penitenciária do Estado do Rio de Janeiro.

A Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC), proprietária da marca Taurus determinou a doação do armamento, acompanhado de 100 mil munições no calibre 5,56 mm.

O Taurus T-4

Um fuzil igual ao que está foi doado, adquirido pelas vias legais, tem um valor médio licitado de R$ 8 mil. No mercado negro de armas do Rio, contudo, esse tipo de armamento pode variar de R$ 40 mil a R$ 70 mil “a peça”.

Intervenção Federal

A cerimônia contou com a presença do Interventor Federal, general Braga Neto, que retirou-se ao final sem falar com a imprensa. Para o porta-voz do Gabinete de Intervenção, coronel Roberto Itamar, o evento está contido dentro do processo de renovação do equipamento das polícias.

“Esses fuzis já são testados pela fábrica, são novos. Essas armas vão ajudar no policiamento e no objetivo que é a redução da criminalidade”, afirmou o coronel.

O autor manuseando o T4 em um evento recente: projeto do M4/M16 atualizado, o T4 ainda tem pouco histórico de emprego operacional, oportunidade que se abre com a atual situação de penúria do Estado do Rio de Janeiro para reequipar suas tropas. Resta agora observar atentamente como será o feedback desse pessoal, usando essa arma em situação real de combate urbano/assimétrico.

Obs do autor: A doação dos T4 sucinta alguns questionamentos, como por exemplo, o destino final dos mais de 200 fuzis de assalto novos (sem uso) apreendidos recentemente (últimos 12 meses) no Rio de Janeiro, seja em portos, aeroportos ou nas estradas de acesso a cidade. Descartados os de procedência muito exótica ou os de modelo muito específicos, pelo menos 150 deles poderiam ser reaproveitados pelas forças de segurança.