Brasil e China desenvolverão o satélite CBERS-4A

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O último satélite da família CBERS foi lançado em dezembro de 2014 (Imagem: INPE)

O Projeto de Decreto Legislativo (PDC) 492/16, que contém o protocolo complementar para o desenvolvimento do satélite sino-brasileiro CBERS-4A, foi aprovado pelo Plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília. A matéria já está aprovada também pelo Senado Federal.

O CBERS-4A será o sexto satélite construído em parceria com a China. No Brasil, o desenvolvimento do programa CBERS cabe ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Segundo o Ministério das Relações Exteriores (MRE), o programa CBERS (Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres, na sigla em inglês) proporciona benefícios mútuos em termos de capacitação e acesso a tecnologias de ponta, transferíveis aos setores industriais dos dois países, contando com participação dividida meio a meio entre os dois países.

Especialistas do INPE e da Academia Chinesa de Tecnologia Espacial (CAST) trabalham em conjunto no CBERS-4A. Concluídas as fases de montagem e integração, os testes do satélite serão feitos na sede do INPE, em São José dos Campos (SP). A previsão é que o processo seja iniciado em 2017. O equipamento deve ser lançado ao espaço em setembro de 2018.

A construção de mais dois satélites (CBERS-5 e 6) está em discussão no âmbito do Plano Decenal de Cooperação Espacial Brasil-China 2013-2022.

Monitoramento

Imagem da cidade do Rio de Janeiro registrada pelo CBERS-4 (Imagem: INPE)
Imagem da cidade do Rio de Janeiro registrada pelo CBERS-4 (Imagem: INPE)

As imagens geradas pelos satélites CBERS são utilizadas em programas de monitoramento do desmatamento na Amazônia, bem como em aplicações voltadas para a vegetação, a agricultura, o meio ambiente, o gerenciamento hídrico, a cartografia, a geologia, o gerenciamento de desastres naturais e a educação sobre temas ambientais.

No âmbito multilateral, Brasil e China lançaram, em 2007, a iniciativa “CBERS for África”, por meio da qual são distribuídas imagens de satélite, sem custo, a países do continente africano, contribuição reconhecida internacionalmente como modelo de cooperação.

Ivan Plavetz