BID: Helibras diversifica para aumentar receita.

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O Centro de Engenharia da Helibras é comparável aos existentes na Alemanha, França e Espanha.

Helibras, com planta em Itajubá, no Sul de Minas, vem intensificando os negócios no segmento de serviços, como manutenção e suporte a clientes.

Além disso, a empresa está otimista com as vendas para a aviação civil executiva e com o mercado de óleo & gás offshore nacional, que passou alguns anos estagnado, já que seu principal player, a Petrobras, esteve envolvida em escândalos de corrupção e corte de investimentos.

Fábrica da Helibras em Itajubá (Todas as imagens: Roberto Caiafa).

Desde o ano passado, a Helibras adotou como estratégia para gerar mais receita a ampliação da sua atuação no segmento de serviços. Neste período, a empresa criou linhas de serviço com diferentes opções, como controle de gastos, manutenção, reparo ou troca de peças.

Outra ação nesta área foi a criação de uma plataforma de atendimento on-line, onde o cliente pode fazer um pedido e acompanhar o status dele até a entrega.

“Estamos seguindo a estratégia traçada para 2017. Trouxemos diversas novidades na área de Suporte & Serviços, resultado do investimento de anos para reforçar e expandir nossa atuação neste segmento. Para este ano, queremos dar continuidade ao trabalho que vem sendo feito”, resumiu, sem revelar números, o vice-presidente de Negócios e Serviços da Helibras, Dominique Andreani.

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Em relação ao mercado de óleo e gás offshore nacional, o vice-presidente da empresa afirmou que o “olhar é de otimismo para 2018”. Andreani revelou que, recentemente, a Helibras conquistou a certificação do modelo H175 pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e já está apta a operar essa aeronave no País. “O modelo foi desenvolvido para o mercado de óleo e gás”, disse.

Outro mercado importante para a Helibras é a aviação executiva no Brasil, que, segundo Andreani, já dá sinais positivos. “Já vimos uma melhora em comparação aos dois anos anteriores.

Mesmo com o cenário econômico e político ainda instável no País, tivemos um aumento sensível nas vendas e acreditamos que as perspectivas serão ainda melhores em 2018”, frisou.

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O mercado de aviação civil é tão importante para a Helibras, que a empresa lançou, em 2017, a Airbus Corporate Helicopters (ACH), uma nova marca criada para atender somente o segmento. A ACH oferece consultoria em design, customização de interior, além de serviços de manutenção.

Como subsidiária da divisão de helicópteros do grupo Airbus e única da América Latina com capacidade industrial, a produção da Helibras em Itajubá é destinada ao mercado interno e aos países da América do Sul, uma vez que o fornecimento de aeronaves no mercado global já é feito pela Airbus Helicopters. “Atualmente trabalhamos para tornar a empresa um hub de manutenção e modernização na região”, informou Andreani.

SEGMENTO MILITAR

Atualmente, a planta de Itajubá conta com 540 funcionários e sua produção está voltada para a fabricação do modelo militar H-XBR para as Forças Armadas Brasileiras e na modernização dos modelos Pantera e Fennec, além de atender também o mercado civil nacional.

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O contrato com o Ministério da Defesa foi assinado em 2008 e prevê o fornecimento de 50 modelos para as Forças Armadas, em um negócio da ordem de 1,8 bilhão de euros e resultado de acordo entre os governos do Brasil e da França.

Para a fabricação dos modelos, a planta de Itajubá recebeu R$ 420 milhões em investimentos.

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Até o momento, a Helibras informou que já foram entregues 30 unidades. Os 20 helicópteros restantes serão entregues até 2022, com uma média de quatro aeronaves por ano.

“Os programas militares desenvolvidos representaram um salto qualitativo para o País e deram à Helibras uma vantagem competitiva, ampliando seu papel para a indústria nacional de defesa e pelo alto nível de transferência de tecnologia. Como único fabricante de helicópteros no Brasil, temos um forte comprometimento com o País e com Minas Gerais”, acrescentou.

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