As embarcações do incidente com o Irã

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O emprego combinado de motores diesel e water jets proporciona à embarcação velocidades acima de 40 nós. (Imagem: US Navy)

O incidente diplomático ocorrido esta semana, quando duas embarcações leves da Marinha dos EUA entraram em águas territoriais do Irã e suas tripulações estiveram, por pouco tempo, detidas naquele país por unidades navais da Guarda Republicana, veio trazer a atenção mundial para embarcações que raramente aparecem no noticiário. São do tipo conhecido como Riverine Command Boat (RCE) e pertencem ao Riverine Squadron 1 (San Diego, Califórnia), estando em operação naquela região do Golfo Pérsico integradas à US Navy 5th Fleet.

Originariamente projetada e construída pelo estaleiro sueco Dockstavarvet, a RCE é fabricada sob licença nos Estados Unidos pela SAFE Boats, sediada em Bremerton, Washington. Seu deslocamento padrão é de 15,3 toneladas (20,5 toneladas, máximo), sendo impulsionada por dois motores diesel Scania DSI114 V8 de 625 bhp, complementados por um par de water jets Kamewa FF, sendo capaz de atingir velocidades acima de 40 nós. Seu alcance, a 20 nós, chega a 440 Km. As principais dimensões incluem um comprimento total de 16 m e uma boca de 3,8 m.

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O “mix” de armamento levado pela RCE varia de acordo com a missão, incluindo metralhadoras 12,7x99mm, 7,62x51mm e lança-granadas automáticos de 40 mm. (Imagem: US Navy)

A tripulação mínima é de três pessoas (dois oficiais e um engenheiro), podendo crescer para mais de 20, se embarcada uma guarnição de 20 combatentes anfíbios totalmente equipados. O armamento básico instalado varia de acordo com a missão, incluindo metralhadoras calibre 12,7x99mm e 7,62x51mm além de lançadores automáticos de granadas de 40mm, podendo também incluir minas e/ou cargas de profundidade. Outros operadores conhecidos, além da própria Suécia, incluem Noruega, Malásia, Grécia e México.

Ronaldo Olive