Alameda dos Blindados no 15º Regimento de Cavalaria Mecanizado

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No histórico aquartelamento do 15º R C Mec, uma frota de veículos blindados utilizados pelo Exército Brasileiro (e pela unidade), durante a 2ª Guerra Mundial, encontram-se preservados.

ESPAÇO CULTURAL ALAMEDA DOS BLINDADOS

O 15º Regimento de Cavalaria Mecanizado (Es), localizado na Vila Militar, no Rio de Janeiro, é conhecido historicamente como “Regimento General Pitaluga“.

Atualmente, está vinculado ao Grupamento de Unidades-Escola/9ª Brigada de Infantaria Motorizada (GUEs/9ª Bda Inf Mtz), servindo como batalhão preparatório de Cavalaria e como unidade de pronto-emprego.

No histórico aquartelamento, uma frota de veículos blindados utilizados pelo Exército Brasileiro (e pela unidade), durante a 2ª Guerra Mundial, encontram-se preservados.

Com a participação de algumas entidades e parceiros civis, foi inaugurada na 2ª semana de janeiro a “Alameda dos Blindados” do 15º R C Mec (Es).

Um M8 Greyhound 6×6 em diorama representando as operações na Itália com a Força Expedicionária Brasileira recorda a primeira e única unidade a operá-los em guerra, o  1º Esquadrão de Reconhecimento Mecanizado da Força Expedicionária Brasileira (1944/45).

Treze destes veículos  representaram a Cavalaria de Osório, muito embora existissem 15, sendo que dois estavam indisponíveis logo no início da campanha, um deles foi atingido na traseira por um tiro de bazuca alemã, comprometendo-o seriamente, mas a tripulação nada sofreu.

Armado com um canhão de 37 mm e duas metralhadoras .30, sua blindagem variava de 0,8 a 1,5 cm de espessura, guarnição de 4 homens, sendo considerado pelos seus operadores como um carro não muito confortável, apesar de confiável.

No acervo também estão em exibição um carro de combate leve M41C Caxias, derivado do Walker Buldog (Guerra da Coréia).

O exemplar em exposição é da série modernizada pela empresa Bernardini na década de 1980 do século passado com novo motor Scania e canhão de 90 mm tubo longo. granadas fumígenas e nova torre com acréscimo de blindagem e um novo “cesto”.

Outra atração é um meia-lagarta de reconhecimento M2 Half Track e o M3A1 Scout Car (sua versão sobre rodas), um clássico da 2ª Guerra Mundial que foi empregado em praticamente todos os teatros de operações dos Aliados.

M2 Half Track – Trata-se de um veículo semi-lagarta, baseado em um caminhão, usando esse arranjo para permitir melhor locomoção em terrenos acidentados/off road.

O M2A1/M3A1 foi produzido em grande quantidade entre 1940 e 1944, chegando as 13.000 unidades.

A sua versatilidade e utilidade criou uma grande série de modelos mais avançados como os M3 e os M9, sendo incorporados aperfeiçoamentos.

Fechando a Alameda, existe também a torre de um carro de combate leve M3 Stuart. Usado em grandes quantidades pelo EB durante e após a 2ª Guerra Mundial, esse valente blindado foi a base de várias experiências, desenvolvimentos e deu origem a novas versões desenvolvidas pela indústria brasileira.

Essa história pode ser encontrada em detalhes no livro  “O Stuart no Brasil” (M3 / M3A1 e derivados), de autoria de Paulo Bastos, Hélio Higuchi e Reginaldo Bacchi, e lançado pela Tecnodefesa Editorial.

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