A Saab e a General Atomics Aeronautical Systems (GA-ASI) anunciaram hoje (28) o teste de sucesso da capacidade de alerta aéreo antecipado (AEW, na sigla em inglês) integrada ao drone MQ-9B. A atividade testou a integração do conjunto de radar LoyalEye, da Saab, ao modelo americano não tripulado, avaliando a detecção, acompanhamento e classificação de alvos aéreos.
O ensaio ocorreu nas instalações Desert Horizon Flight Operations Facility, da GA-ASI, no sul da Califórnia, Estados Unidos. Representantes das empresas e outros envolvidos acompanharam a demonstração em tempo real, durante um cenário operacional representativo.
O teste integra um programa de avaliação iniciado em maio de 2026, quando o sistema realizou seu primeiro voo. A nova etapa representa um avanço na integração do radar à plataforma não tripulada e na avaliação de suas capacidades operacionais.
“Este teste em voo representa um marco importante no desenvolvimento de capacidades não tripuladas de alerta aéreo antecipado. O LoyalEye foi projetado para complementar as soluções existentes de alerta e controle aéreo, oferecendo maior flexibilidade e permanência em operação”, afirmou Carl-Johan Bergholm, chefe da área de negócios de vigilância da Saab.

O presidente da GA-ASI, David R. Alexander, também destacou o interesse internacional na capacidade. Segundo ele, a possibilidade de incorporar alerta aéreo antecipado ao MQ-9B desperta grande atenção entre potenciais clientes.
A integração do LoyalEye permitirá ao MQ-9B atuar de forma independente ou em conjunto com aeronaves tripuladas de alerta aéreo antecipado e controle. O conceito busca ampliar a cobertura de vigilância, mantendo uma plataforma em operação por períodos prolongados sem expor tripulações aos riscos de missões realizadas em áreas potencialmente hostis.
A capacidade de permanecer por longos períodos em voo, combinada ao alcance geográfico do MQ-9B, pode oferecer uma alternativa complementar às aeronaves tradicionais de alerta aéreo antecipado. O emprego de plataformas não tripuladas também permite distribuir tarefas de vigilância entre diferentes meios, ampliando a flexibilidade operacional.
O teste, contudo, representa uma etapa do desenvolvimento da solução. A demonstração da capacidade integrada não significa, por si só, que o sistema já esteja operacional ou tenha sido adotado por um cliente.