“É melhor abrir o portão”

Ao longo de pouco mais de 10 anos, a Defesa no Brasil sofreu uma das maiores perdas de sua história. Cortes e falta de previsibilidade comprometem a prontidão das Forças Armadas, prolongam programas estratégicos, aumentam custos, desorganizam a indústria e ameaçam a retenção de pessoal especializado. E esse problema não se restringe apenas ao Brasil.

Enquanto o mundo segue na direção de fortalecer sua indústria de defesa, aumentar efetivos, modernizar equipamentos militares e atualizar suas doutrinas, o Brasil segue no caminho contrário, enfraquecendo não somente as Forças Armadas, mas também a Base Industrial de Defesa e Segurança (BIDS). A última década concentrou as maiores perdas.

Dados apresentados pelas Forças Armadas na Comissão de Relações Exteriores, em setembro de 2025, revelaram uma deterioração importante na Defesa, com redução de frotas, treinamentos e níveis de prontidão, além do aumento da obsolescência dos equipamentos, cujo ciclo de substituição vem sendo postergado por anos em consequência dos atrasos na compra e no recebimento de novos meios.

A raiz desse quadro de precariedade começa na parcela do PIB brasileiro destinada à Defesa. Em 2025, foi de aproximadamente 1,05%. O número é quase cinco vezes inferior à nova meta de 5% estabelecida pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), usada como referência pelo Brasil em muitos aspectos, inclusive no que diz respeito ao treinamento e ao emprego. Até 2025, a aliança militar trabalhava com a marca de 2%, mas a escalada das tensões na Europa levou seus países-membros a aprovarem a nova meta, que deverá ser atingida no prazo de 10 anos.

Traçando um paralelo entre 2014 e 2025, o PIB do Brasil mais do que dobrou. Entretanto, a participação dos investimentos em Defesa em relação ao PIB registrou uma perda de 0,28 ponto percentual. O ápice foi atingido em 2018, quando chegou a 1,47%.

Em 2025, o Ministério da Defesa empenhou aproximadamente R$ 132 bilhões. Desse montante, R$ 112,3 bilhões foram classificados pelo próprio Ministério como despesas de pessoal, aproximadamente 85% do total. Outros R$ 7,5 bilhões foram destinados ao custeio e R$ 9,5 bilhões aos investimentos.

Para um país de território continental, é compreensível a necessidade de um volume expressivo de pessoal para assumir as funções e enfrentar os desafios relacionados à salvaguarda das fronteiras, do mar e do espaço aéreo. Entretanto, descontados os pagamentos a militares e pensionistas, os recursos disponíveis ficam muito abaixo do mínimo necessário para atender às demais demandas.

Em novembro de 2013, as Forças Armadas apresentaram um dado interessante. Juntos, Exército, Marinha e Aeronáutica precisariam de quase o dobro dos recursos disponíveis para fazer “o mínimo necessário”, em um ano no qual o repasse foi de R$ 16,2 bilhões e o déficit chegava a R$ 13,6 bilhões.

Comparando aquele cenário com o momento atual, a situação agora é ainda mais grave. Considerando que muitos contratos de fornecimento, manutenção, aquisição de equipamentos e modernização têm seus valores indexados ou denominados em moeda norte-americana, em 2013 o câmbio médio foi de R$ 2,16 por dólar, enquanto, em 2025, esse valor passou para R$ 5,59.

Em termos práticos, excluídos os pagamentos a militares e pensionistas, as Forças Armadas perderam muito poder de compra. Embora o gasto militar brasileiro tenha praticamente preservado seu poder de compra doméstico entre 2013 e 2025, quando corrigido pelo IPCA, sua capacidade equivalente de aquisição externa sofreu uma deterioração muito mais acentuada. Levando em conta a desvalorização do real e a inflação nos Estados Unidos, o volume de recursos destinado à Defesa em 2025 representava em torno de 53% do poder de compra em dólares observado em 2013, ou seja, uma perda próxima de 47%.

A solução debatida nos últimos anos é diferente daquela com a qual se trabalhava em 2013. Em vez de estabelecer “um mínimo necessário”, agora discute-se a criação de previsibilidade orçamentária, de forma a garantir pelo menos 2% do PIB destinados à Defesa. Com um fluxo financeiro previsível, sem cortes e contingenciamentos, uma série de impactos negativos poderia ser evitada, especialmente atrasos nos pagamentos de programas de aquisição e modernização, restrições à compra de materiais e reduções no treinamento e na prontidão das Forças.

Se hoje, a cada R$ 100,00, as Forças despendem aproximadamente R$ 85,00 com despesas de pessoal, numa composição orçamentária equivalente a 2% do PIB essa parcela cairia para cerca de R$ 44,60, caso os gastos com pessoal permanecessem no mesmo patamar.

Mesmo garantindo esse novo patamar, a situação ainda estaria longe de estar resolvida.

Elevar os gastos com Defesa para 2% do PIB representaria uma melhora substancial em relação ao cenário atual. Entretanto, considerando a forte desvalorização do real frente ao dólar desde 2013, esse aumento serviria, em grande medida, para recompor o poder de compra perdido ao longo da última década. Em outras palavras, os 2% do PIB não representariam necessariamente uma expansão das capacidades militares brasileiras, mas devolveriam à Defesa uma condição financeira próxima daquela que possuía em 2013 para aquisições expostas ao mercado internacional. Seria um passo fundamental para estancar a deterioração, recuperar a prontidão e reduzir déficits acumulados.

Ponta do iceberg

Em Defesa, comprar é apenas uma parte da equação. Um caça precisa voar, uma fragata precisa navegar, uma viatura precisa estar disponível e um militar precisa treinar. Para que isso aconteça, são necessários combustível, munição, peças de reposição, contratos de manutenção, infraestrutura, deslocamentos e uma cadeia logística que funcione continuamente. E, para renovar capacidades, são necessários programas que atravessam décadas, diferentes governos e sucessivos exercícios fiscais.

Sem previsibilidade orçamentária, surgem inúmeros problemas.

O primeiro deles está na manutenção dos equipamentos. Sem verba, as Forças não conseguem fechar contratos de suprimentos, que são mais vantajosos financeiramente por agregarem volume de trabalho e um fluxo prolongado de serviços na negociação com as empresas. Sem esse suporte, a solução é esgotar os estoques próprios até iniciar o famigerado processo de canibalização de alguns equipamentos, que passam a servir como fonte de peças para outros. Esse é um dos primeiros sinais visíveis da perda de prontidão.

Sem o meio, não se treina adequadamente. Também são afetadas a capacidade de resposta, o monitoramento das fronteiras e o atendimento à população em casos de catástrofes, por exemplo.

A solução é paliativa. Com o passar dos meses, outros equipamentos param por falta de peças e também acabam se tornando fonte de suprimentos. Alguns nunca mais voltam a operar, e exemplos não faltam. Recentemente, a FAB assinou um contrato para a modernização de 13 Black Hawk, de uma frota originalmente composta por 16 dessas aeronaves. Apesar de nunca ter perdido um exemplar em acidente, três já não se encontram em condições de passar pelo processo.

Outro problema está no atraso na retirada de serviço de alguns equipamentos, comprometendo a renovação contínua das frotas, ou na demora da modernização de outros.

Aeronave A-29 Super Tucano em voo sobre o Rio Amazonas.

A frota de Embraer AMX A-1 da FAB começou a ser modernizada em 2007, três anos após a assinatura do contrato, que previa a atualização de 53 exemplares. O primeiro caça modernizado foi entregue em 2013 e o último apenas em 2021. Ao longo dos anos, somente 11 dos 53 originalmente previstos passaram pelo processo. De 2013 a 2019, quando o último exemplar não modernizado foi desativado, a FAB teve que conviver com duas frotas distintas entre si. Quando um processo dessa natureza se prolonga por tanto tempo, existe o risco de o vetor chegar às unidades operacionais já tecnologicamente defasado em alguns de seus sistemas.

Quanto mais se arrasta a desativação de um equipamento, mais caro ele se torna para operar. Isso porque as peças ficam cada vez mais escassas no mercado, enquanto o número de homens-hora necessário para realizar as manutenções aumenta em razão da crescente complexidade dos trabalhos e das verificações exigidas pelos sistemas envelhecidos. Mais uma vez, a disponibilidade é reduzida.

Outro exemplo é o contrato para aquisição dos helicópteros utilitários médios H225M, assinado em 2008 para atender às três Forças. O acordo original previa 50 aeronaves e a conclusão das entregas em 2016. Posteriormente, o quantitativo foi reduzido para 47 unidades. Mais de uma década depois do cronograma inicialmente previsto, resta a entrega do último exemplar destinado à FAB, encerrando um programa iniciado há quase duas décadas.

Quando há contingenciamento, os segmentos que mais sofrem são os de custeio, aquisição e modernização, uma vez que não pode haver atrasos no pagamento de salários.

A cada corte, é preciso renegociar prazos e, como consequência, o Brasil acaba arcando com multas, juros e taxas, perdendo eficiência na utilização dos poucos recursos disponíveis. Em alguns casos, também é necessário renunciar a itens negociados em acordos de transferência de tecnologia, reduzir quantidades originalmente previstas ou até retirar sistemas para diminuir os custos. O próprio Livro Branco de Defesa Nacional reconhece esse problema, assim como o Tribunal de Contas da União (TCU), que, ao analisar programas como o PROSUB, apontou a necessidade de avaliar se o custo decorrente do contingenciamento de um projeto financiado seria efetivamente inferior ao benefício fiscal obtido com a postergação dos investimentos.

A pergunta deixa de ser apenas quanto o governo economizou ao bloquear determinada despesa e passa a ser quanto terá de gastar posteriormente como consequência daquela decisão.

Menos dinheiro para operar

O Livro Branco de Defesa Nacional aponta que, entre 2014 e 2023, considerando valores reais corrigidos pela inflação, os recursos destinados ao custeio caíram 30,6%, enquanto os investimentos sofreram uma redução de 41,5%.

A consequência pode ser percebida diretamente na atividade operacional.

Em audiência realizada no Senado em setembro de 2025, o chefe do Estado-Maior da Aeronáutica, tenente-brigadeiro Walcyr Josué de Castilho Araujo, afirmou que, em aproximadamente uma década, a quantidade de aeronaves da Força Aérea Brasileira em condições de operar havia caído cerca de 40%. No mesmo período, o esforço aéreo anual, medido em horas de voo, teria sido reduzido quase pela metade. Situações semelhantes são enfrentadas pela Marinha e pelo Exército.

Ter o equipamento, portanto, não significa necessariamente possuir a capacidade de empregá-lo. O resultado é um paradoxo: o Brasil pode dispor de equipamentos sofisticados, pessoal treinado e programas tecnologicamente avançados e, ao mesmo tempo, encontrar dificuldades para manter níveis adequados de disponibilidade, treinamento e prontidão.

E o problema tornou-se ainda mais evidente em 2026.

No detalhamento da programação orçamentária publicado pelo Governo Federal em julho, aproximadamente R$ 4,3 bilhões das dotações discricionárias da Defesa permaneciam bloqueados. O impacto recai justamente sobre a parcela que permite financiar atividades operacionais e investimentos.

O Exército chegou a informar que, embora as ações permanentes de vigilância das fronteiras fossem mantidas, novas iniciativas de intensificação ainda não iniciadas estavam sendo reavaliadas diante das restrições orçamentárias.

A discussão deixa, assim, de ser exclusivamente militar. Vigilância das fronteiras, controle do espaço aéreo, fiscalização das águas jurisdicionais, busca e salvamento, transporte aeromédico, combate a ilícitos transnacionais e apoio em situações de calamidade dependem, em diferentes graus, da disponibilidade cotidiana das Forças Armadas.

Programas que atravessam décadas

Se a falta de recursos afeta a rotina operacional, seu impacto torna-se ainda mais evidente nos programas estratégicos.

Projetos militares são especialmente sensíveis à previsibilidade porque trabalham com horizontes incompatíveis com o ciclo anual do orçamento público.

Um caça adquirido hoje poderá permanecer operacional por 30 ou 40 anos. O desenvolvimento de um submarino de propulsão nuclear atravessa gerações de engenheiros e diferentes administrações. Esses programas exigem contratos de longo prazo e uma cadeia industrial capaz de planejar investimentos, contratar profissionais e organizar a produção.

O portfólio de projetos da Defesa incluídos no Novo PAC reúne investimentos estimados em mais de R$ 200 bilhões. Entretanto, o próprio Relatório de Gestão do Ministério da Defesa de 2025 reconhece que grande parte dos projetos recebeu, ao longo dos anos, dotações inferiores às necessidades previstas e que as restrições fiscais recorrentes provocaram déficits acumulados, alongamento dos cronogramas e elevação de custos.

No programa do submarino de propulsão nuclear, a necessidade acumulada apresentada pelo Ministério até 2025 era de aproximadamente R$ 8,9 bilhões, contra cerca de R$ 3,7 bilhões disponibilizados. O cronograma, originalmente projetado para 2025, aponta atualmente para 2037.

No SISFRON, voltado ao monitoramento das fronteiras terrestres brasileiras, a conclusão inicialmente prevista para 2021 passou para 2039.

O ASTROS passou de 2019 para 2041. No caso do KC-390, de 2026 para 2035.

Isso não significa que toda alteração de cronograma possa ser atribuída exclusivamente à falta de orçamento. Programas dessa complexidade estão sujeitos a mudanças de escopo, questões técnicas, variações cambiais, desenvolvimento tecnológico e renegociações contratuais.

Mas o próprio Ministério da Defesa reconhece oficialmente que a irregularidade dos recursos é um dos fatores responsáveis pelo alongamento dos programas e pelo aumento de seus custos.

A indústria também paga a conta

Os efeitos da imprevisibilidade ultrapassam os quartéis e atingem diretamente a Base Industrial de Defesa.

Uma empresa contratada para produzir equipamentos militares organiza sua estrutura de acordo com determinado ritmo de entregas. Contrata engenheiros, técnicos e fornecedores, compra ferramental, mantém instalações e dimensiona sua cadeia produtiva considerando uma determinada cadência.

Quando há redução do ritmo ou do escopo, os custos fixos não desaparecem. A produção precisa ser reprogramada, fornecedores recebem menos pedidos, equipes podem ficar ociosas e investimentos planejados são adiados.

Dependendo do período de interrupção, a empresa pode ser obrigada a desmobilizar mão de obra.

Esse efeito é especialmente grave no setor de Defesa porque boa parte das competências envolvidas não pode ser rapidamente recomposta. Quando profissionais deixam uma empresa ou determinado programa, parte desse conhecimento pode desaparecer junto com eles.

O TCU já identificou esse risco ao analisar programas estratégicos brasileiros, alertando para os custos de desmobilização e para a possibilidade de perda de profissionais altamente qualificados.

Assim, interromper um programa não significa simplesmente apertar o botão de pausa para retomá-lo alguns anos depois, exatamente do mesmo ponto. Pode ser necessário recontratar profissionais, reconstruir equipes, renegociar contratos, recertificar fornecedores e recuperar conhecimentos que deixaram de existir dentro da organização. E tudo isso tem custo.

Há também um problema de escala. Uma linha de produção estruturada para entregar dez equipamentos por ano possui custos diferentes daqueles de uma linha que entrega três ou quatro. Quando a cadência diminui, os custos fixos passam a ser distribuídos por uma quantidade menor de unidades, aumentando o custo unitário do programa.

Quando o conhecimento pede baixa

A falta de previsibilidade também começa a produzir efeitos dentro das próprias Forças Armadas.

O Ministério da Defesa já reconheceu, em manifestação encaminhada à Câmara dos Deputados, a existência de uma relação entre a redução dos investimentos e a saída de profissionais da Força Aérea, especialmente oficiais aviadores.

Entre os fatores identificados estão a diferença salarial em relação a outras carreiras, a insegurança quanto ao futuro profissional e a redução das oportunidades de treinamento provocada pela escassez de recursos.

Para um piloto militar, voar não representa apenas uma atividade operacional. É parte fundamental da própria profissão.

Se as horas de voo são reduzidas, diminui também a oportunidade de exercer aquilo para o qual esse profissional passou anos sendo formado. O problema pode não estar restrito aos pilotos, mas se estender a outros profissionais e especialistas com elevada qualificação, que encontram no mercado civil oportunidades mais competitivas.

Formar um profissional altamente especializado pode exigir dez ou mais anos de investimento em educação, cursos, treinamento e experiência operacional. Quando ele deixa a Força prematuramente, perde-se não apenas um integrante do efetivo, mas também todo o investimento necessário para que atingisse aquele nível de experiência.

Defesa não cabe em um exercício fiscal

A Política Nacional de Defesa e a Estratégia Nacional de Defesa aprovadas em 2025 reconhecem expressamente que os recursos destinados ao setor precisam obedecer aos princípios de estabilidade, regularidade e previsibilidade. Defesa trabalha em décadas. O orçamento público trabalha em exercícios de um ano.

Mas todos esses projetos dependem, anualmente, de uma nova disputa por recursos.

O debate sobre o orçamento de Defesa brasileiro precisa ir além da discussão sobre o percentual do PIB destinado ao setor. Porque, em Defesa, a imprevisibilidade também custa dinheiro. O problema brasileiro talvez não seja apenas quanto se gasta, mas como se garante que os recursos necessários estarão disponíveis ao longo do tempo.

Se medidas concretas e realistas não forem tomadas, restará ao Brasil a incômoda alternativa sintetizada pelo próprio ministro da Defesa, José Múcio: “abrir o portão”.

A declaração foi feita diante de um cenário hipotético de invasão do Brasil pelos Estados Unidos. Mesmo dita em tom de brincadeira, como foi interpretada na ocasião, a frase expõe de maneira simples uma questão muito mais séria: nenhuma capacidade de defesa pode ser construída apenas quando surge a necessidade de utilizá-la.

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Respostas de 3

  1. Resumo, o Ministro estava errado? Não.
    Vender o artigo “Defesa” para a população e para o político é algo extremamente difícil, senão impossível.
    E basta ver os comentários depreciativos em cada postagem sobre o assunto.

  2. quem estava no governo nos últimos dez anos que deixou sucatear as forças armadas, não teve um tal de capitão de presidente entre outros.
    esse relaxamento com as forças armadas foi feita de propósito, é só olhar agora para quem está pedindo intervenção no país por outras potências.
    agora não se consegue do dia para noite corrigir.
    isso foi e exigência da fora do país para que isto acont. acontecessem.

  3. Tudo começa por salários e benefícios exorbitantes nas forças armadas! por isso a folha de pagamento é um dos principais gastos. até em desfile se apresenta um veículo militar com pneus carecas, Indícios claros da situação, sabemos também que o alto escalão das F.A esta politizado! Sendo assim não ha outro desfecho a não ser o caminho da falência.

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