A Marinha dos Estados Unidos concedeu à Boeing um contrato de US$ 562 milhões para a produção inicial em baixa escala do MQ-25A Stingray, drone embarcado destinado ao reabastecimento em voo (REVO) de aeronaves do grupo aéreo dos porta-aviões norte-americanos.
O acordo contempla três unidades do primeiro lote de produção, além de recursos para a aquisição antecipada de componentes de longo prazo destinados a outras três aeronaves do segundo lote. As primeiras entregas estão previstas para começar em 2029.
“A concessão deste primeiro contrato de produção inicial marca uma transição decisiva do desenvolvimento para a realidade operacional”, afirmou o capitão Daniel Fucito, gerente do programa de Aviação Embarcada Não Tripulada da Marinha dos EUA. Segundo ele, o MQ-25 deverá ampliar o alcance, letalidade e capacidade de sobrevivência das forças norte-americanas diante da evolução das ameaças modernas.

O programa MQ-25A prevê 76 aeronaves, incluindo quatro exemplares de desenvolvimento de engenharia e fabricação e cinco unidades destinadas a testes de demonstração do sistema. Atualmente, sete aeronaves de teste estão em produção.
Desenvolvido como o primeiro veículo aéreo não tripulado plenamente integrado às operações de porta-aviões, o Stingray será empregado principalmente como plataforma de reabastecimento orgânico. Isso permitirá que mais caças F/A-18E/F Super Hornet sejam concentrados em tarefas de ataque, deixando as missões de REVO para o novo drone, ampliando o alcance operacional da ala aérea embarcada.
A Marinha também espera reduzir o desgaste da frota de Super Hornet e melhorar os índices de disponibilidade com a chegada do Stringray. Além disso, o MQ-25 servirá como plataforma pioneira para a integração de sistemas não tripulados com aeronaves tripuladas, contribuindo para a evolução futura da aviação naval norte-americana.