A SIATT iniciou nesta quarta-feira (26) as operações de sua nova unidade industrial em Caçapava (SP), ampliando a capacidade brasileira para desenvolver, fabricar, integrar, testar e qualificar sistemas estratégicos destinados aos setores de Defesa e Espaço.
A primeira fase da nova planta foi inaugurada em cerimônia que reuniu autoridades civis e militares, representantes do Grupo EDGE e executivos da empresa. Entre os presentes estavam o Ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Luis Fernandes; o vice-governador de São Paulo, Felicio Ramuth; o Comandante-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais, Almirante de Esquadra Carlos Chagas Viana Braga; e o Chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército, General de Exército Hertz Pires do Nascimento.
Com 6.200 m² de área construída, a unidade reúne infraestrutura para a fabricação de armamentos inteligentes, como mísseis e foguetes guiados, além de motores-foguete e outros sistemas propulsivos destinados a aplicações espaciais. O projeto foi concebido para apoiar programas estratégicos brasileiros e poderá ser ampliado conforme a evolução das demandas nacionais e internacionais.

“Um país que pretende decidir sobre o próprio futuro, precisa também decidir as suas escolhas, e essa liberdade se sustenta não apenas em meios militares, mas também em ciência, engenharia e uma indústria capaz de transformar conhecimento em soluções concretas”, afirmou o diretor-presidente da SIATT, Rogerio Salvador.
A nova unidade permitirá à empresa reunir em Caçapava diferentes etapas do desenvolvimento e da produção de sistemas de alta complexidade. Segundo o presidente do Conselho de Administração da SIATT, Azhaury Cunha Filho, o projeto representa a transformação de conhecimentos acumulados pela empresa em capacidade industrial permanente.
“Existe uma diferença fundamental entre dominar uma tecnologia e possuir a capacidade industrial de produzi-la de forma recorrente, confiável e em escala. A nossa sede em São José dos Campos, inaugurada no ano passado, e esta planta de Caçapava representam justamente essa transição”, destacou.

A infraestrutura foi projetada para permitir futuras expansões, que deverão acompanhar a evolução de programas estratégicos, novos produtos e parcerias com empresas e instituições nacionais e internacionais.
A nova planta também amplia as possibilidades de atuação da SIATT no setor espacial, especialmente no desenvolvimento e fabricação de motores-foguete e sistemas propulsivos. A convergência entre tecnologias de Defesa e Espaço permitirá o compartilhamento de instalações, conhecimentos e competências de engenharia entre diferentes programas.
A primeira fase marca o início de um projeto maior. As futuras Fases 2 e 3 deverão ampliar a infraestrutura e aumentar progressivamente a capacidade de produção da unidade.
Quando estiver completamente implementada, a planta deverá gerar 640 empregos, sendo 160 diretos e 480 indiretos. Além da ampliação da estrutura da empresa, o projeto deverá fortalecer o ecossistema regional de empresas, universidades, centros de pesquisa e instituições voltadas ao desenvolvimento de tecnologias de alta complexidade.
A entrada em operação da unidade de Caçapava representa, assim, um novo passo na consolidação da capacidade industrial brasileira para produzir sistemas estratégicos, reduzindo dependências externas em áreas consideradas críticas para a Defesa Nacional e abrindo novas possibilidades para a atuação da SIATT no mercado internacional.
Fonte: SIATT