Dinamarca vai adquirir aeronaves P-8A Poseidon para vigilância no Ártico e Atlântico Norte

A Dinamarca anunciou na terça-feira (07) que vai adquirir duas aeronaves de patrulha marítima Boeing P-8A Poseidon, ampliando sua capacidade de vigilância e guerra antissubmarino no Ártico e no Atlântico Norte. A decisão integra o segundo acordo complementar do plano de defesa dinamarquês para o período de 2024 a 2033 e atende a uma recomendação do chefe das Forças Armadas do país, general Michael Wiggers Hyldgaard.

Segundo o ministro da Defesa da Dinamarca, Jeppe Bruus, a aquisição reforça a capacidade do país de exercer a soberania sobre o território do Reino da Dinamarca, especialmente na Groenlândia e no Atlântico Norte, além de demonstrar o compromisso dinamarquês com a OTAN. “Nos últimos anos fortalecemos nossa presença militar na região em estreita cooperação com o governo da Groenlândia. Com os aviões de patrulha marítima, ampliaremos significativamente nossa capacidade de vigilância e fiscalização da soberania”, afirmou.

Os novos Poseidon serão empregados principalmente no Ártico e no Atlântico Norte, regiões que ganharam crescente importância estratégica diante do aumento da atividade militar russa e da competição geopolítica no extremo norte do planeta.

P-8A da RAF (MD do Reino Unido/Divulgação)
P-8A da RAF (MD do Reino Unido/Divulgação)

Como parte do programa, o Comando de Defesa da Dinamarca também iniciou estudos para operar a nova capacidade em cooperação com outro país da OTAN, ainda não revelado. Entre as possibilidades estão o compartilhamento de uma mesma base aérea e parcerias em áreas como aquisição de equipamentos, manutenção, treinamento e apoio logístico.

“Precisamos ser capazes de defender todas as partes do reino”, disse o general Hyldgaard em comunicado do Ministério da Defesa dinamarquês. “Isso também se aplica às áreas do Ártico e do Atlântico Norte. Os novos P-8 fortalecerão nossa capacidade de vigilância em grandes distâncias e contribuirão para uma melhor consciência situacional compartilhada entre os aliados. Temos a obrigação perante a OTAN de contribuir para a defesa coletiva, sobretudo no que diz respeito ao cumprimento das metas de força para a guerra antissubmarino.”

Desenvolvido a partir do jato comercial 737-800ERX, com asas a variante 737-900, o P-8 figura entre as mais modernas Aeronaves de Patrulha Marítima (MPA) em operação atualmente. É equipado com sensores avançados e capacidade de guerra antissubmarino (ASW), podendo identificar, rastrear e combater submarinos e navios inimigos. As aeronaves também desempenham papel fundamental em missões de vigilância marítima, reconhecimento e coleta de inteligência.

(RNAF/Divulgação)
(RNAF/Divulgação)

Dessa forma, representa também um importante vetor para a OTAN como um todo, presente nas frotas dos Estados Unidos, Reino Unido, Noruega e Alemanha, consolidando-se como a principal plataforma ocidental de patrulha marítima e guerra antissubmarino. A aquisição reforça a interoperabilidade da Dinamarca com os demais membros da aliança e amplia a presença da OTAN em uma das regiões estratégicas mais sensíveis da atualidade.

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