Evento da FAB em Salvador impulsiona desenvolvimento de drones e tecnologias estratégicas nacionais

A Base Aérea de Salvador recebeu, no último dia 12 de junho, o 1º Encontro de Inovação Aeroespacial (INOVAERO), iniciativa que evidencia o esforço da Força Aérea Brasileira (FAB) para estimular o desenvolvimento de tecnologias nacionais voltadas ao setor aeroespacial. Entre os principais focos do evento esteve o avanço de soluções não tripuladas, consideradas cada vez mais relevantes para aplicações militares, logísticas e de monitoramento.

Durante o encontro, representantes da FAB, da indústria e de instituições de pesquisa apresentaram projetos em andamento e realizaram demonstrações de voo de sistemas aéreos remotamente pilotados. A iniciativa integra as ações conduzidas pelo Parque Industrial Tecnológico Aeroespacial da Bahia (PITA-BA), criado a partir da parceria entre o Comando da Aeronáutica e o SENAI CIMATEC para fortalecer a inovação e a autonomia tecnológica nacional.

FAB/Divulgação

Segundo o chefe da Sexta Subchefia do Estado-Maior da Aeronáutica, Major-Brigadeiro do Ar Fábio Luís Morau, a FAB já desenvolve estudos avançados para ampliar o emprego operacional de drones em todo o território nacional. A proposta prevê a criação de uma capacidade distribuída, baseada em tecnologias de baixo custo e elevada eficiência, capaz de apoiar diferentes tipos de missões.

Entre os projetos apresentados está a segunda fase do Centro de Competência em Aeronáutica e Drones, que contempla o desenvolvimento de laboratórios de materiais compósitos, sistemas embarcados com inteligência artificial, gerenciamento de tráfego de drones (UTM), ensaios em voo e pesquisas envolvendo combustíveis sustentáveis para a aviação.

Além da pesquisa e do desenvolvimento tecnológico, o PITA-BA também atua como instrumento de fortalecimento da Base Industrial de Defesa. A estratégia inclui encomendas tecnológicas e a aproximação entre empresas, universidades e centros de pesquisa, criando um ambiente favorável ao surgimento de soluções nacionais voltadas às necessidades das Forças Armadas.

FAB/Divulgação

Entre as demonstrações realizadas durante o evento esteve o DLV-2, da empresa brasileira Speedbird Aero. O sistema possui capacidade para transportar até 10 quilos de carga e atingir velocidades próximas de 75 km/h, podendo ser empregado em missões logísticas, transporte de equipamentos médicos, materiais biológicos e operações em ambientes complexos.

Ao reunir governo, academia e setor produtivo, o INOVAERO reforçou uma tendência observada em diversas forças armadas ao redor do mundo: o crescente protagonismo dos sistemas não tripulados. No caso brasileiro, o desenvolvimento dessas capacidades também representa uma oportunidade de fortalecer a indústria nacional, gerar conhecimento tecnológico e ampliar a autonomia estratégica do País.

Via Força Aérea Brasileira

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