No site oficial do Departamento de Estado dos Estados Unidos da América foi publicado hoje, dia 11 de junho, a aprovação de uma possível venda de mísseis antiaéreos FIM-92 Stinger, e equipamentos relacionados, a um custo total estimado de US$ 330 milhões.
De acordo com o documento, o Governo do Brasil solicitou a compra de cem mísseis FIM-92K Stinger Block I, com os seguintes equipamentos incluídos: empunhaduras; assistência de engenharia; serviços de suporte à integração; serviços de suporte técnico, logístico e de engenharia do Governo dos EUA e de contratados; e outros elementos relacionados à logística e ao suporte do programa.
E continua, “Essa venda proposta permitirá ao Brasil assumir maior responsabilidade por sua própria segurança territorial e operações de combate ao narcoterrorismo dentro de suas fronteiras e esfera regional”. Também destaca que “aprimorará a capacidade do Brasil de enfrentar ameaças atuais e futuras”, “reforçando sua capacidade de defesa aérea” e que “apoia os esforços de modernização da defesa brasileira, visando ampliar sua atuação no campo de batalha, protegendo o espaço aéreo sul-americano contra operações de tráfico ilícito”.
Os principais contratados serão a RTX Corporation, localizada em Arlington, Virgínia, e a Lockheed Martin, localizada em Syracuse, Nova York. Até o momento, o governo dos EUA não tem conhecimento de nenhum acordo de compensação proposto em relação a esta potencial venda. Qualquer acordo de compensação será definido em negociações entre o comprador e o contratado.
O FIM-92 Stinger é um sistema portátil de defesa antiaérea de curto alcance e baixa altitude (“Man-Portable Air-Defense Systems” – MANPADS) de projeto estadunidense que opera com guiamento por infravermelho. Entrou em serviço em 1981 e é utilizado pelas forças armadas dos Estados Unidos e de outros 29 países.
Respostas de 2
Eu sei que isso é apenas uma autorização de venda e não um contrato consolidado, mas 330 milhões de dólares por 100 manpads é um absurdo. Primeiro que é um valor obsceno por uma quantidade, na prática, insignificante, ainda mais ao considerar a atual situação orçamentária. Segundo que são centenas de milhões que saírão do país e não terão nenhum impacto na BID ou em empregos locais, esvaziando recursos de outros projetos em andamento ou de possíveis futuros desenvolvimentos nacionais. Em suma, não há planejamento estratégico na aquisição de meios.
Interessante essa compra! Há alguns vídeos na Internet, no YouTube sendo mais preciso, de integração desse tipo de mísseis ao guepardos alemães. Agora fica a dúvida, será que s nossos blindados antiaéreo tem tal capacidade? Se não os tem, o qie seria preciso comprar para ter?E seria algo relevante?