FAB encerra Exercício Tínia com 1000 horas de voo em cenários complexos

FAB/Divulgação

A Força Aérea Brasileira (FAB) encerrou na sexta-feira (29) a edição de 2026 do Exercício Conjunto Escudo-Tínia, principal treinamento de guerra convencional da força. Realizado pela primeira vez na Base Aérea de Anápolis (GO), o exercício mobilizou cerca de 2.000 militares da FAB, da Marinha do Brasil e do Exército Brasileiro, além de aproximadamente 40 aeronaves, 12 unidades aéreas e cerca de mil horas de voo.

O encerramento ocorreu com a Análise Pós-Ação (APA), etapa destinada à consolidação dos resultados obtidos, identificação de oportunidades de melhoria e registro das principais lições aprendidas. Durante a atividade, são avaliados o desempenho das tripulações, a execução das missões e a interoperabilidade entre as forças participantes.

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Desde sua primeira edição em 2019, o exercício era realizado nas bases aéreas de Canoas e Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Neste ano, a operação foi transferida para Anápolis, marcando a estreia do F-39E Gripen no treinamento. O novo vetor de defesa aérea da FAB participou de missões de superioridade aérea e defesa aérea, atuando ao lado de aeronaves de alerta aéreo antecipado, ataque e transporte.

A edição de 2026 também se destaca pelo modelo de evolução gradual do cenário de conflito em três fases distintas. Inicialmente, os participantes executaram operações de caráter defensivo. Em seguida, foram realizadas ações ofensivas contra alvos estratégicos. Na etapa final, o foco esteve na consolidação das operações, com missões aeroterrestres, lançamento de paraquedistas, reabastecimento em voo e treinamentos noturnos.

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Segundo o diretor do exercício, brigadeiro do ar Paulo Cezar Fischer da Silva, o treinamento representou mais uma oportunidade para reforçar os níveis de prontidão e capacidade de resposta das Forças Armadas. “Os dados do exercício vão orientar o planejamento dos próximos treinamentos e assegurar que as tripulações estejam sempre em condições de emprego imediato”, afirmou.

Coordenado pelo Ministério da Defesa, o Escudo-Tínia foi conduzido pelo Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), pelo Comando de Preparo (COMPREP) e pela Base Aérea de Anápolis. Além do Gripen, participaram do exercício os aviões A-1M, A-29 Super Tucano, F-5M, E-99, KC-390 Millennium e C-105 Amazonas, além de meios de defesa antiaérea, infantaria, comando e controle, comunicações, saúde e defesa cibernética.

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