O Exército Brasileiro (EB), buscando a vanguarda do conhecimento militar, consolida-se por meio de ações estruturadas em ciência e tecnologia. Neste contexto, uma comitiva do Sistema de Ciência, Tecnologia & Inovação do Exército (SCTIEx) conduziu, no Campo de Provas de Yuma, nos Estados Unidos, o “Teste Balístico #1”.
A atividade faz parte do Acordo de Projeto Bilateral 120mm Extended Range Mortar Ammunition (ERMA), que busca a pesquisa e o desenvolvimento de tecnologias capacitativas para a produção de munições de alcance estendido (acima de 15 km), garantindo total interoperabilidade em sistemas de armas de morteiros de 120mm.
Sob os aspectos técnicos e operacionais, esta primeira fase concentrou-se na validação do sistema de propulsão principal da munição, englobando a ignição, a queima de cargas propelentes e os mecanismos mecânicos de obturação e estabilização da granada.
Durante as campanhas de tiro, foram realizados cerca de 40 disparos com protótipos para a medição precisa de pressão interna e velocidade de boca. Os dados coletados em campo corroboram os conceitos iniciais de projeto desenvolvidos em laboratório e servirão para orientar os próximos ajustes de engenharia.
A missão interagências foi liderada pelo Chefe do Centro de Avaliações do Exército (CAEx) e contou com engenheiros e técnicos do Centro Tecnológico do Exército (CTEx) e da Indústria de Material Bélico do Brasil (IMBEL), fortalecendo a Base Industrial de Defesa.
A contraparte norte-americana foi coordenada pelas equipes do DEVCOM-AC e do YPG. O segundo grupo de atividades ocorrerá em território nacional, onde o CTEx e o CAEx coordenarão o “Teste Balístico #2” até 2027, com foco na replicação das capacidades produtivas pela IMBEL.

Fonte: Comando de Operações Terrestres (COTER)