Após quatro anos de paralisação, uma das mais importantes empresas da Base Industrial de Defesa anunciou hoje (30) a retomada das atividades. A partir da segunda-feira (04), a Avibrás volta a operar, agora com um novo nome: Avibras Aeroco. A nova marca reúne ativos estratégicos e o portfólio tecnológico consolidado herdado da Avibras Indústria Aeroespacial.
Estruturada como uma nova companhia, a Aeroco passa a atuar com bases reforçadas de governança, organização financeira e capacidade operacional, alinhadas às demandas atuais dos setores de Defesa e Aeroespacial, afirmou a empresa em comunicado.
A Avibrás estava com as atividades suspensas desde 2022, quando entrou em recuperação judicial com uma dívida estimada em cerca de R$ 800 milhões. Ao longo desse período, aproximadamente 900 funcionários permaneceram em greve, iniciada em setembro daquele ano. A Avibras e o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região firmaram, em 24 de março, um acordo para a quitação das dívidas com os funcionários da empresa. A proposta prevê o pagamento de aproximadamente R$ 230 milhões em passivos trabalhistas.
Com presença global, a empresa atua no projeto, desenvolvimento, fabricação e comercialização de sistemas de defesa e soluções espaciais civis. Seu portfólio inclui mísseis, foguetes, veículos especiais e lançadores espaciais, apoiado pelo domínio de tecnologias críticas de propulsão e pela integração de sistemas complexos — capacidades sustentadas por uma base industrial robusta e elevados padrões de qualidade.

Essas competências em engenharia, produção e certificação tornam a Avibras Aeroco um ativo estratégico de alto valor, especialmente diante das restrições internacionais à transferência desse tipo de tecnologia. Em um cenário global marcado por instabilidade e crescente competição geopolítica, esse domínio tecnológico se consolida como um diferencial relevante tanto para o Brasil quanto para seus clientes.
A empresa também herda um legado reconhecido internacionalmente, com destaque para o Sistema de Artilharia ASTROS, já consolidado e comprovado em combate. Ao mesmo tempo, avança com novos projetos, como o Míssil Tático de Cruzeiro (MTC), com alcance de 300 km em fase de certificação, e o Míssil Tático Balístico (MTB), que deverá superar os 100 km de alcance.
À frente da companhia está Sami Hassuani, engenheiro com mais de quatro décadas de experiência na indústria de defesa e aeroespacial. Segundo o executivo, o foco será garantir crescimento sustentável e expansão internacional. “Agregar consistência e visão estratégica ao negócio é fundamental, especialmente em um setor que exige planejamento de longo prazo, relações de confiança e continuidade nas parcerias. Acredito na importância de alinhar tecnologia e propósito, reforçando o papel das soluções desenvolvidas em função das necessidades operacionais e estratégicas de nossos clientes”, afirmou.
Respostas de 4
Brasil soberano e com tecnologia de ponta na sua defesa, uma Viva pra Avibras, agora pra frente Brasil na sua defesa de seu território, um viva ao nosso Exército Brasileiro..
Uma boa notícia, fazendo esforço pra não deixar fechar essa fábrica, de muita importância pro setor de defesa do Brasil. Na época podia ter feito esse esforço pra salvar a engesa, se fosse feito e betnadini, hoje seríamos uma potência no setor de defesa
ótima notícia. Torço que Avibras consiga se recuperar.
fico feliz com a reativação, reestruturação e boas perspectivas desta empresa e seus funcionários. que bons ventos impulsione a nova Avibras.