Os primeiros exemplares da fabricante italiana foram recebidos pelo estado de Goiás em 2011.
A LAAD Security Milipol Brazil 2026, maior feira de segurança pública da América Latina, organizada bianualmente em São Paulo, é palco para as mais recentes novidades do setor. Nesse contexto, também são demonstrados os equipamentos mais modernos em serviço nos órgãos públicos brasileiros.
Em posição central e de destaque, estava o estande da Leonardo Helicopters, com o AW119Kx Koala nas cores chamativas de azul e amarelo da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
O exemplar é um dos sete adquiridos pela instituição. Operado pela Divisão de Operações Aéreas, atua em âmbito nacional em missões que vão desde o patrulhamento de estradas, transporte de órgãos, resgate aeromédico e apoio às ações policiais, até o trabalho de erradicação de cultivos de drogas, repressão ao garimpo ilegal, apoio às comunidades indígenas, vigilância e combate aos mais diversos crimes.


O modelo foi escolhido devido às suas características operacionais.
Com 11,14 m de comprimento, as dimensões do AW119Kx são ideais para que o órgão cumpra missões em diferentes situações, seja em áreas restritas como estradas ou em ambientes mais desafiadores, como pousos em terreno elevado ou confinado. Na DOA, a aeronave está presente em diferentes bases espalhadas pelo Brasil, desde o sul até o litoral nordestino.
O helicóptero da PRF possui gancho ventral para cargas de até 1.400 kg, guincho para 204 kg, farol de busca Spectrolab Nightsun SX-16 e FLIR Star Safire 380HDc. Além disso, cumpre voos de combate a incêndios por meio do uso de bambi bucket. Esses equipamentos maximizam a eficiência nas mais variadas missões, ampliando também a capacidade de atendimento à sociedade.
Dependendo do contexto, a tripulação é composta por dois pilotos, dois operadores aerotáticos e até quatro pessoas adicionais, ou por dois pilotos, um operador aerotático, um médico, um enfermeiro e um paciente.
Presença em crescimento
A atuação da Leonardo Helicopters no Brasil tem crescido gradativamente nos últimos anos, tanto no tamanho da frota quanto no suporte técnico, logístico, de engenharia e manutenção.
A estreia nos serviços de segurança pública ocorreu no estado de Goiás, em 2011, com três AW119 MkII Koala. Dois foram entregues à Polícia Civil e um ao Corpo de Bombeiros. Naquele estado, localizado na região Centro-Oeste do país, a autonomia é um dos pontos de destaque, podendo voar por até 5h10, com alcance de 954 km, dependendo das condições.
O AW119 é o modelo mais difundido da empresa em serviço no país, com 27 exemplares estendendo sua operação de norte a sul em diferentes ambientes.



O Centro Integrado de Operações Aéreas (CEIOPAER) do Rio Grande do Norte e a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SEDS) de Alagoas possuem um AW119 cada.
O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMG), a Diretoria Geral de Operações Aéreas (DGOA) do Rio de Janeiro e a Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP) possuem, respectivamente, três AW119 para missões de bombeiros, um AW109 Power multimissão e um AW109 Grand New.
Já a Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC) adotou um AW119 como parte de um ousado plano de modernização, enquanto a Brigada Militar do Rio Grande do Sul (BMRS) dispõe de dois AW119 e o Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul conta com um AW119.
No Rio de Janeiro, o Serviço Aeropolicial (SAER) da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) possui um AW119Kx e um AW169. Ambos receberam blindagem compatível contra as ameaças do crime organizado no estado, há muito tempo fortemente armado com fuzis e metralhadoras. O AW119 dispõe de farol de busca Spectrolab MX-16 Nightsun e de um sensor de imageamento eletro-óptico Elbit Spectro XR. O AW169 conta com um guincho externo para até 272 kg, suporte para fast rope e farol de busca Trakkabeam A800.
Já o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ) possui um AW169 equipado com uma série de sistemas voltados à atividade, como sistema de suporte à vida, incubadora, bambi bucket para combate a incêndios, farol de busca A800, entre outros.
Por fim, além da PRF, outros dois órgãos de atuação federal utilizam modelos da Leonardo Helicopters. A Polícia Federal adquiriu, em 2012, um AW139 para apoiar, principalmente, missões de transporte de policiais em investigações e na repressão a plantios e cultivos de drogas. O modelo pode transportar até 15 passageiros; a cabine tem 8 m³ de volume, comportando três macas, sistema de suporte à vida e oito passageiros. As portas, quando abertas, permitem uma passagem de 1,68 x 1,35 metros.
Por sua vez, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) é o maior operador público de helicópteros da empresa no Brasil, com nove AW119 MkII. Esses meios aéreos reforçam ações de prevenção ao desmatamento ilegal, crimes ambientais de toda natureza e, principalmente, a mobilização de bombeiros e materiais para o combate a incêndios.


Suporte logístico no Brasil
Com todo esse crescimento, a Leonardo inaugurou, em Itapevi, cidade localizada a 30 km de São Paulo, seu novo Centro de Serviços e Logística. O complexo, resultado de investimentos da ordem de R$ 60 milhões (aproximadamente 10,35 milhões de dólares), possui uma área de 80.000 m², dos quais 6.000 m² são de área construída, incluindo prédios e laboratórios, podendo receber simultaneamente até 20 helicópteros.
O hangar possui 2.100 m² e, ao seu lado, estão o depósito especial alfandegado e o estoque, fundamentais para reduzir o tempo de inspeção e manutenção dos helicópteros no Brasil, uma vez que não é necessário aguardar a chegada de peças de outras partes do mundo. Há ainda duas cabines de pintura, que totalizam 258 m², cada uma capaz de receber helicópteros até o porte do AW189. O heliponto conta com seis posições de estacionamento e é capaz de receber aeronaves de até 16 toneladas.
Inaugurado em novembro de 2021, a companhia tem ampliado gradualmente sua capacidade tanto na manutenção de aeronaves quanto em instalações de treinamento e serviços, como pintura e acabamento. Em comparação com o centro anterior, as novas instalações aumentaram essa capacidade em 50%. A empresa recebe cerca de 350 aeronaves por ano no centro de Itapevi. Atualmente, a Leonardo conta com mais de 90 centros de serviço em mais de 40 países.
Fazendo um retrato regional, mais de 500 helicópteros da Leonardo operam na América Latina, sendo mais de 200 no Brasil e mais de 120 somente no estado de São Paulo. Essa frota cumpre missões VIP, corporativas, offshore, de segurança pública e militar.



