Porta-aviões mais antigo dos EUA vai passar pelo Brasil em sua última viagem

O USS Nimitz (CVN-68), da Marinha dos Estados Unidos, será destacado para a área de responsabilidade do Comando Sul dos EUA como parte da Operação Southern Seas 2026. O navio, o mais antigo porta-aviões nuclear ainda em operação no mundo, tem escala prevista no Brasil ao longo do desdobramento.

De acordo com a 4ª Frota dos EUA, o Nimitz navegará acompanhado do destróier de mísseis guiados USS Gridley (DDG-101), da classe Arleigh Burke. Durante a missão, os navios devem realizar exercícios de passagem e operações conjuntas com forças navais de países parceiros, enquanto circundam o continente sul-americano. A agenda inclui intercâmbios de especialistas e visitas de autoridades estrangeiras, que poderão acompanhar de perto as operações de um grupo de ataque de porta-aviões.

Estão previstos encontros com Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Peru, México, El Salvador, Guatemala e Uruguai, além de visitas a portos no Brasil, Chile, Panamá e Jamaica. Segundo o contra-almirante Carlos Sardiello, comandante do componente naval do Comando Sul e da 4ª Frota, o exercício representa uma oportunidade para ampliar a interoperabilidade e a proficiência entre as marinhas da região, reforçando o compromisso dos Estados Unidos com a segurança do hemisfério ocidental.

 “Desdobramentos como este demonstram nosso compromisso inabalável em garantir um Hemisfério Ocidental seguro e estável. Esta missão é um exemplo brilhante de nossa dedicação em fortalecer parcerias marítimas, construir confiança e trabalhar juntos para combater ameaças comuns”, afirmou o oficial.  

A Southern Seas 2026 também marca a última viagem operacional do Nimitz. Lançado em 1972 e comissionado em 1975, o navio foi o primeiro de sua classe e o segundo porta-aviões nuclear da Marinha dos EUA. Após retornar, em dezembro do ano passado, à base de Kitsap-Bremerton, no estado de Washington, o CVN-68 deixou a instalação no início deste mês para sua última navegação, com destino final à base naval de Norfolk, na Virgínia. Posteriormente, o navio deverá seguir para o estaleiro Newport News Shipbuilding, onde passará pelo processo de desativação, incluindo a retirada de combustível nuclear e o desmonte da embarcação.

F/A-18F Super Hornet do esquadrão VFA-22 a bordo do USS Nimitz. (Marinha dos EUA, divulgação)

Durante o desdobramento, o Nimitz opera com a Ala Aérea Embarcada 17 (CVW-17), composta por seis esquadrões. Entre os meios embarcados estão caças F/A-18E/F Super Hornet, aeronaves de guerra eletrônica EA-18G Growler, aviões de transporte C-2A Greyhound e helicópteros MH-60R Seahawk e MH-60S Seahawk. Os esquadrões incluem unidades como o HSM-73 “Battlecats”, HSC-6 “Indians”, VRC-40 “Rawhides”, VFA-22 “Fighting Redcocks”, VFA-137 “Kestrels” e VAQ-139 “Cougars”.

“Estamos ansiosos para dar continuidade ao legado de trabalho em equipe da classe Nimitz, enquanto interagimos e treinamos ao lado de nossos parceiros regionais”, disse a Contra-Almirante Cassidy Norman, comandante do Grupo de Ataque de Porta-Aviões 11.

Segundo a Marinha dos EUA, a Southern Seas 2026 será a 11ª edição do exercício desde 2007. Assim como nas versões anteriores, a operação tem como objetivo promover cooperação, fortalecer parcerias marítimas e ampliar a capacidade conjunta de resposta a ameaças na região.

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