F-16 para o Peru: governo volta atrás e diz que ainda não escolheu novo caça

Na última sexta-feira (20), o presidente do Peru José María Balcázar confirmou que o Lockheed Martin F-16 Viper Block 70 era o novo avião de caça do país. Horas depois, no entanto, o próprio Governo Peruano veio a público informando que não havia tomado nenhuma decisão ainda.

A nota do Executivo peruano afirma que o processo de compra novo avião da Força Aérea Peruana (FAP), que se iniciou com a ex-presidenta Dina Boluarte, ainda não foi concluído, e que o programa segue em atividade.

A presidência peruana diz que o processo envolve diversas etapas, que são, em linhas gerais, as seguintes:
1. Solicitação de aquisição de equipamentos pela FAP.
2. Abertura do processo licitatório.
3. Contato com os licitantes para análise de suas propostas.
4. Avaliação das propostas pelos departamentos técnicos da FAP.
5. Alocação orçamentária de recursos para a aquisição.
6. Apreciação pelo Conselho de Segurança e Defesa Nacional (COSEDENA).
7. Avaliação e recomendação pela Agência de Aquisições das Forças Armadas.
8. Seleção do licitante vencedor.
9. Parecer da Controladoria-Geral da República.
10. Negociação do contrato com a empresa vencedora.
11. Assinatura do contrato de compra.

Dessa forma, esse conjunto de ações ainda está em andamento. No entanto, a afirmação de Balcázar e outras declarações recentes de integrantes do governo demonstram um claro favoritismo de Lima pelo modelo estadunidense.

Ainda em fevereiro, o presidente do Conselho de Ministros do Peru, Ernesto Álvarez, disse que a aquisição dos novos aviões de combate será definida de acordo com a posição de liderança dos Estados Unidos no mundo, reforçando a inclinação peruana pelo F-16, que disputa o contrato com o Saab Gripen E e o Dassault Rafale.

Conforme Pucará Defensa, a oferta do F-16, no valor de até US$ 3,42 bilhões, já foi aprovada pelo governo dos Estados Unidos e inclui um lote inicial de dez F-16C monopostos e dois F-16D bipostos (embora posteriormente tenha sido ampliada com mais doze aeronaves dentro do total autorizado), além de 14 motores F110-GE-129, um lote de mísseis ar-ar de curto e longo alcance, AIM-9X Block II e AIM-120C-8, bem como radares AESA AN/APG-83, pods de designação de alvos AN/AAQ-28 Litening, sistemas de guerra eletrônica, equipamentos de navegação e exibição para pilotos, além de peças de reposição, suporte logístico e treinamento técnico.

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