A Força Aérea Sueca concluiu na quarta-feira (11) sua primeira rotação na missão de policiamento aéreo da Islândia, realizada no âmbito da operação Arctic Sentry. O destacamento sueco chegou à Base Aérea de Keflavík em fevereiro com seis caças Saab JAS-39C/D Gripen, responsáveis por manter a prontidão de defesa aérea sobre o espaço aéreo islandês.
A missão marcou a primeira vez que a Suécia liderou uma operação de policiamento aéreo desde que ingressou na OTAN como seu 32º membro, em março de 2024. O destacamento foi formado por cerca de 110 militares da Ala Aérea F7 de Skaraborg, que operaram em regime de alerta permanente no exigente ambiente do Atlântico Norte e do Ártico.
Segundo o comandante do destacamento, tenente-coronel Johan Legardt, a participação representou um momento simbólico para a Força Aérea Sueca. O oficial destacou que operar no Alto Norte exige grande preparo devido às condições climáticas adversas, às longas distâncias e à necessidade de manter alto nível de prontidão. “Operar no Alto Norte nunca é fácil; o clima, a distância e as condições constantemente testam nossa equipe, mas esse é exatamente o ambiente para o qual treinamos em casa”, afirmou.
Durante o destacamento, as tripulações suecas atuaram integradas à arquitetura de comando e controle da OTAN, sob coordenação do Centro de Operações Aéreas Combinadas de Uedem, na Alemanha. A missão de policiamento aéreo da Islândia é realizada em regime de rodízio por países aliados desde 2008, garantindo a proteção do espaço aéreo de uma região considerada estratégica no Atlântico Norte.
🇸🇪 jets touch down in 🇮🇸 as they take on NATO’s Icelandic Air Policing mission for the first time
Demonstrating NATO’s interoperability, the 🇸🇪JAS-39 Gripen were refuled by the 🇫🇷 A330 MRTT between the 🇮🇸 and 🇳🇴 coast
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— NATO Air Command (@NATO_AIRCOM) February 6, 2026
Arctic Sentry enhances NATO’s presence in the High North.
🇸🇪 Gripens operate alongside 🇩🇰 F-35s from Keflavík 🇮🇸, while 🇩🇪 Eurofighters arrived at the base at the same time reinforcing vigilance in Arctic conditions.
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— NATO Air Command (@NATO_AIRCOM) February 13, 2026
A operação também envolveu cooperação direta com outras forças aéreas da Aliança que atuavam na área, incluindo caças Lockheed Martin F-35 Lightning II da Dinamarca e Eurofighter Typhoon da Alemanha. Juntas, as aeronaves integraram o sistema de defesa aérea e antimíssil da OTAN, demonstrando a interoperabilidade entre diferentes plataformas e gerações de caça.
Além das atividades operacionais, o destacamento manteve estreita cooperação com as autoridades islandesas para monitorar o espaço aéreo e garantir a segurança da aviação civil e militar na região. Para a Suécia, a missão também serviu como demonstração da capacidade do Gripen e de suas tripulações em operar em ambientes frios e remotos — condições semelhantes às encontradas no próprio território sueco.
As atividades da Arctic Sentry refletem a crescente importância estratégica do Ártico e do Atlântico Norte para a segurança euro-atlântica. A região funciona como um corredor essencial entre a América do Norte e a Europa, desempenhando papel central em missões de alerta antecipado, vigilância e defesa coletiva da OTAN. Nesse contexto, destacamentos multinacionais como o conduzido pela Suécia reforçam a presença aliada e mantêm uma postura de dissuasão credível no Alto Norte.
Via Comando Aéreo Aliado