Por Felipe Medeiros, gerente de Desenvolvimento de Negócios da BAE Systems Brasil
Como empresa global de tecnologia em defesa, a BAE Systems tem orgulho de trabalhar em estreita colaboração com o governo brasileiro, as Forças Armadas e a indústria nacional para apoiar as necessidades de defesa do país. Essa parceria se estende por mais de 100 anos e abrange os domínios terrestre, naval e aéreo, sempre com o objetivo de promover proteção, parceria e prosperidade. Olhando para o futuro, nossa ambição é fazer ainda mais junto com o Brasil.
Hoje, diversos produtos e soluções da BAE Systems estão em serviço nas Forças Armadas brasileiras. Entre eles estão o navio-aeródromo multipropósito (NAM) Atlântico, capitânia da Marinha do Brasil, veículos blindados do Exército Brasileiro, como o M113 e a artilharia autopropulsada M109, além de tecnologias integradas a plataformas da Força Aérea Brasileira.
Em parceria com as Forças Armadas e a indústria local, vemos oportunidades concretas para ampliar essa atuação, incluindo a possibilidade de fornecer novos veículos blindados ao Exército Brasileiro por meio do programa CV90, caso sejamos selecionados.
Nossa trajetória no Brasil evoluiu ao longo do tempo. Passamos do fornecimento de equipamentos para um modelo baseado na capacitação de profissionais brasileiros, responsáveis pela manutenção e pelo suporte desses sistemas no próprio país. Essa abordagem contribui para o desenvolvimento de competências duradouras, fortalece a economia local e amplia a autonomia operacional. Em um próximo passo, se escolhidos, pretendemos fabricar o CV90 no Brasil, para o Brasil.
O CV90 é um Veículo Blindado de Combate de Fuzileiros (VBCFuz) moderno, digital e comprovado em combate. A plataforma foi selecionada por dez países após vencer processos internacionais altamente competitivos. Atualmente, mais de 1.300 unidades estão em operação, com centenas adicionais contratadas. Ao longo de sua trajetória, o CV90 acumulou ampla experiência operacional, incluindo mais de 70 mil dias de combate em cenários como Afeganistão, Ucrânia e Libéria, fornecendo uma base sólida para a evolução contínua do veículo.

Desenvolvido e produzido pela BAE Systems Hägglunds, na Suécia, o CV90 se beneficia da estabilidade política do país, de processos previsíveis e bem estabelecidos de controle de exportações, incluindo a condução eficiente das autorizações necessárias quando há componentes de outros países envolvidos, e da relação sólida e positiva entre Brasil e Suécia. Todas as autorizações necessárias para o fornecimento do CV90 ao Brasil já estão disponíveis.
O veículo já foi exportado para Dinamarca, Estônia, Finlândia, Noruega, Suíça, Países Baixos, República Tcheca e Eslováquia, além de ter sido doado por alguns desses países, juntamente com a Suécia, à Ucrânia.
Mais do que um produto, a BAE Systems propõe um modelo de parceria cooperativa e tecnológica de longo prazo, com foco no fortalecimento do setor de defesa brasileiro ao longo de décadas. Trata-se de uma abordagem que vai além do aspecto comercial e contribui diretamente para a modernização das capacidades de defesa do país. O CV90 integra uma família madura de veículos sobre lagartas, com riscos reduzidos de desenvolvimento e implementação, resultado da nossa experiência na entrega de programas internacionais dentro do prazo, com elevados padrões de qualidade e controle de custos.
Com mais de 25 anos de experiência em cooperação industrial e transferência de tecnologia em programas do CV90, a BAE Systems implementou com sucesso estruturas industriais complexas em diversos países, apoiando a produção, o suporte e a manutenção dos veículos ao redor do mundo. A cooperação industrial faz parte do nosso DNA e pode ser replicada com sucesso no Brasil. Caso selecionado, o CV90 poderá ser produzido no país em parceria com a indústria local, assim como já ocorre em outros mercados.
Atualmente, existem oito unidades de produção do CV90 em diferentes países, todas operadas pela indústria local de cada cliente, incluindo Suécia, Noruega, Suíça, Finlândia, Países Baixos, Dinamarca, República Tcheca e Eslováquia.
Com o aumento planejado da produção, esse número deverá chegar a 12 instalações nos próximos anos. Além da fabricação local, nossa proposta inclui o estímulo ao desenvolvimento tecnológico, à cooperação industrial, à transferência de conhecimento e à geração de empregos. Na Suíça, por exemplo, 128 empresas nacionais participam do programa, enquanto nos Países Baixos cerca de 80 companhias estiveram envolvidas.
Cada programa é estruturado de acordo com as necessidades do cliente e pode incluir produção significativa no território nacional, integração à cadeia global de suprimentos da BAE Systems e até mesmo conexões com programas do CV90 de outros países. No Brasil, essa abordagem também pode viabilizar a criação de um polo logístico para manutenção, reparo e fornecimento de peças de reposição, garantindo autonomia operacional e sustentabilidade ao longo do ciclo de vida estimado do CV90, entre 30 e 40 anos, além de gerar oportunidades de carreira e desenvolvimento de competências para brasileiros, tanto no meio militar quanto no civil
Uma resposta
A empresa é top, acho porém, que o Tulpar leva vantagem pela torre da Leonardo.