F-35 conquista primeiro abate ao derrubar Yak-130 do Irã

F-35I 'Adir' de Israel. (Foto: IAF)

Em meio ao conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, o caça stealth F-35 Lightning II conquistou seu primeiro abate contra uma aeronave tripulada. As  Na manhã desta quarta-feira (4), a Força Aérea (IAF) e as Forças de Defesa de Israel (IDF) anunciaram que um de seus F-35I ‘Adir’ derrubou um Yak-130 iraniano.

“Este é o primeiro abate de um caça tripulado por um F-35 na história”, anunciou a IDF pelas redes sociais. Até o momento, Israel não divulgou imagens do engajamento.


Até então, o jato de 5ª geração da Lockheed Martin só havia derrubado drones. O abate da IAF vem um dia depois que o Ministério da Defesa do Catar disse ter abatido um par de jatos de ataque Su-24 Fencer do Irã, embora não tenha revelado a dinâmica dos eventos. Curiosamente, Israel também conquistou os primeiros abates de outros dois caças famosos dos EUA: o F-15 Eagle e o F-16 Fighting Falcon, modelos que ainda voam pela IAF em suas versões modernizadas. Historicamente, a última vez que a Força Aérea de Israel derrubou um avião inimigo em combate ar-ar foi em 1985, quando dois MiG-23 sírios foram abatidos por um F-15, sobre o Líbano.

O Yak-130 russo é primariamente um avião de treinamento avançado com capacidade para ataque leve e reconhecimento, capaz de empregar mísseis ar-ar de curto alcance e armamento ar-solo. O modelo começou a ser recebido pelo Irã em 2023, sendo empregado na formação de pilotos e missões de patrulha.

Yakovlev Yak-130 da IRIAF

Dessa forma, a superioridade do F-35, com alta capacidade de fusão de sensores, além da consciência situacional degradada do lado iraniano, colocaram o jato israelense em posição de completa vantagem no encontro.

Como observa o Defense News, o episódio é significativo não apenas pela vitória aérea em si, mas por demonstrar o enorme “gap” tecnológico entre as duas aeronaves. Envolvendo um caça stealth de quinta geração contra um treinador/ataque leve subsônico, o confronto foi amplamente desproporcional em termos de capacidade, sensores e armamentos, refletindo o domínio da IAF no espaço aéreo iraniano neste estágio do conflito.

Ao mesmo tempo, o combate aéreo em si passa por grandes mudanças, onde o foco deixa de ser o combate entre aviões, agora centralizado no enfrentamento às hordas de drones-suicidas, como Shahed 136 iraniano. Esse tipo de atividade tem desafiado os comandantes, especialmente pela disparidade econômica.

Assim, o abate do Yak-130 não marca apenas o primeiro “kill” tripulado do F-35, mas também uma “retomada” de confrontos diretos entre forças aéreas tripuladas em uma campanha moderna.

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