Polo Naval do Rio Grande: O desmantelamento da Construção Naval no Brasil

Com relação à nota da Ecovix repercutida por T&D no dia 19/11 (ECOVIX, Petrobras e a Plataforma P-71), este autor recebeu de uma fonte do mercado de construção naval próxima dos acontecimentos (identidade mantida em sigilo), a seguinte argumentação:

“Isso da Ecovix (ECX) buscar um parceiro para terminar a construção é ilusão, impossível, a referida empresa não tem mais material humano e não consegue financiar nem o pessoal que restou no Polo Naval do Rio Grande. Restaram somente pessoas não habilitadas para estarem ali, para dizer o mínimo. A Petrobras jamais vai financiar isso, existe uma medida judicial originada nas investigações da Lava-Jato com uma lista negra de empresas que não podem fornecer para a Petrobras, e a ECX está nesta lista. Quer dizer, a Petrobras não pode fazer negócio com eles”. afirma a fonte.

Sobre a P.71, a fonte teceu as seguintes observações “O casco da P-71 não está pronto, longe disso, só alguns blocos que já foram vendidos a Gerdau… Quanto ao projeto, foi feito na Suécia, pela empresa GVA, e não na Alemanha, e esse projeto foi aprovado pela Petrobras, não pela ECX. Infelizmente a roubalheira quebrou aquele local e, sinceramente, não vejo solução neste momento para salvar o Polo Naval do Rio Grande”.

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