31 anos do 2º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral (HU-2)

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Fabricado pela Helibras em Itajuba, como resultado das especificações HX-BR, o UH-15 /H225M confere novo patamar de performance ao HU-2 (Imagens: Roberto Caiafa).

A Marinha do Brasil e sua BAeNSPA construíram uma longa e bem sucedida reputação de excelência na operação e mantenimento de aeronaves de asas rotativas, e o Esquadrão HU-2 tem dado uma importante parcela de contribuição para manter e melhorar essa tradição.

Criado em 18 de setembro de 1986 pelo Decreto nº 93.274, o HU-2 foi ativado como Esquadrão em 25 de fevereiro de 1988 usando o callsign Pegasus. Seu lema é “In Alis Vis Et Virtus” (Nas Asas Força e Virtude).

Pilotos e Tripulantes do Esquadrão HU-2: Segurança de voo.
Pilotos e Tripulantes do Esquadrão HU-2: Profissionalismo.
Pilotos e Tripulantes do Esquadrão HU-2: Interoperabilidade.
Pilotos e Tripulantes do Esquadrão HU-2: Prontos para a Missão.

Equipado com helicópteros de médio porte, o esquadrão, baseado oficialmente na Base Aeronaval de São Pedro da Aldeia, tem por missão: “Aprestar os meios subordinados no cumprimento das tarefas que lhe são inerentes no âmbito das Operações Navais a fim de contribuir para o preparo e aplicação do Poder Naval”.

Em termos práticos, o HU-2 é empregado em um variado leque de missões características de um esquadrão de emprego geral, atuando desde o apoio logístico do mar para terra até a inserção de operadores de Forças Especiais dentro de território inimigo.

UH-14 pousado no CADIM. O Hu-2 opera em qualquer ambiente do vasto território nacional.
UH-14 do HU-2 e um UH-12 sobrevoam tropas de Fuzileiros Navais: velocidade e mobilidade.
UH-14 levantando detritos na LZ em Formosa: resistente a FOD.
Um UH-14 durante treinamento no cerrado em Formosa: Patche dos 25 anos.

Pilotos e máquinas estão capacitados para pousar e decolar dos apertados convoos dos navios da Marinha, assim como operam regularmente na selva amazônica, no pantanal, no cerrado do planalto central e mesmo no sertão inclemente da caatinga nordestina, múltiplos cenários operacionais característicos do imenso território brasileiro

O transporte de tropas é um dos principais empregos atribuídos as aeronaves do HU-2 e confere aos Fuzileiros Navais maior mobilidade e eficiência em assaltos anfíbios, tanto nas operações litorâneas quanto nas ações ribeirinhas.

Royal Marines operando com o Esquadrão HU-2 na Marambaia. Facilidade de atuar com qualquer tropa especial…

 

… como os Mergulhadores de Combate da Marinha do Brasil (GRUMEC), aqui em uma missão no cerrado.

Nas Operações Especiais seus helicópteros são configurados para inserção e extração de tropas com a utilização das técnicas de Fast Rope, Rappel, Penca, etc (priorizando a não realização do pouso convencional).

Em missões para “clientes” como os Mergulhadores de Combate da Marinha (GRUMECs) ou o Batalhão Tonelero, o HU-2 realiza o lançamento de paraquedistas e outras arriscadas missões de perfis de voo exigentes, a maioria delas executadas a noite com emprego de OVN e navegação a baixa altura.

Máquinas

Na atualidade, o HU-2 emprega os helicópteros Helibras UH-14 Super Puma (AS 532F1 Cougar e AS 332F1 Cougar), e Helibras UH-15 Super Cougar (H-225M, estes em processo de recebimento para diferentes versões).

Mergulhadores de Combate usam o Fast Rope para descer em um navio durante medidas de averiguação e controle (Aspirantex 2017)

Os UH-14 recebidos nos anos de 1980/1990 utilizam as matrículas compreendidas entre N-7070 a N-7077, e os UH-15 já recebidos (de 16 encomendados) utilizam os registros entre N-7101 a N-7107.

O convoo principal do G-40 Bahia com um UH-15 espotado, pilotos a postos aguardando acionamento.
O convoo de ré do G-25 Almirante Sabóia recebe um UH-15 do Esquadrão HU-2
A dupla de médio porte que deverá operar em parceria quando baseados no G-40 Bahia: um UH-15 e um SH-16 Sea Hawk.
UH-15 operando no G-25 Almirante Sabóia durante a Aspirantex 2017

                                                  CARACTERISTICAS DAS AERONAVES AS 332/532F1 SUPER PUMA

AUTONOMIA
03h 50m
VELOCIDADE DE CRUZEIRO
120kt
TRIPULAÇÃO BÁSICA
4 ( 2 PIL / MEC.VÔO / FIEL );
CAPACIDADE DE TRANSPORTE
Até 20 militares com Equipamento Individual de Combate
MACAS
Até 6 ( com 4 médicos / enfermeiros )
CAPACIDADE DE CARGA EXTERNA
3.000 kg com 02h20m de autonomia
PRINCIPAIS MISSÕES
Desembarque em vôo librado, Fast Rope, Rappel, Hello Casting, Lançamento de Paraquedista, Thetered Duck, Transporte de Carga, Apoio Humanitário, Combate a incêndio, Transporte Administrativo, EVAM, Pick-up, VERTREP, Esclarecimento, SAR diurno e noturno.

 

CARACTERISTICAS DA AERONAVE EC-725 SUPER COUGAR

AUTONOMIA
03h 50m
VELOCIDADE DE CRUZEIRO
140kt
TRIPULAÇÃO BÁSICA
4 ( 2 PIL / MEC.VÔO / FIEL );
CAPACIDADE DE TRANSPORTE
Até 28 militares com Equipamento Individual de Combate
MACAS
Até 11 ( com 4 médicos / enfermeiros )
CAPACIDADE DE CARGA EXTERNA
3,8 Toneladas com 02h20m de autonomia
PRINCIPAIS MISSÕES
Desembarque em vôo librado, Fast Rope, Rappel, Hello Casting, Lançamento de Paraquedista, Thetered Duck, Transporte de Carga, Apoio Humanitário, Combate a incêndio, Transporte Administrativo, EVAM, Pick-up, VERTREP, Esclarecimento, SAR diurno e noturno.
ARMAMENTO
Possui duas janelas de correr na porta dianteira da cabine para operar metralhadoras 7,62mm laterais