União Boeing & Embraer é oficializada pelas duas empresas.

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A sede da joint venture será no Brasil e ela será liderada por uma equipe de executivos também baseada no Brasil, incluindo um presidente e CEO.

A americana Boeing e a brasileira Embraer estabelecerão parcerias estratégicas com o objetivo de impulsionar o seu crescimento no mercado aeroespacial global.

As empresas chegaram a um acordo para estabelecer uma joint venture abrangendo os negócios e serviços de aviação comercial da Embraer.

Nos termos do acordo, a Boeing deterá 80% da propriedade da joint venture e a Embraer, os 20% restantes.

No hot site criado para divulgar a união das empresas, é possível verificar a complementaridade de produtos.
O maior alvo da cobiça da Boeing: o Embraer E190-E2 (Imagen: Roberto Caiafa).

Por meio desta parceria estratégica, o negócio de aviação comercial da Embraer será o centro de excelência da Boeing para desenvolvimento de projetos, fabricação, vendas, marketing e manutenção de aeronaves comerciais de passageiros com menos de 150 assentos.

A sede da joint venture será no Brasil e ela será liderada por uma equipe de executivos também baseada no Brasil, incluindo um presidente e CEO.

A Boeing e a joint venture estarão aptas a oferecer uma linha abrangente e complementar de aeronaves de passageiros de 70 a mais de 450 assentos, além de aviões de carga.

Além disso, as empresas também deverão criar uma segunda joint venture para comercializar o avião multimissão KC-390 no mercado global.

O grande destaque da FIDAE 2018, o Embraer Defesa & Segurança KC390 (Imagem: Roberto Caiafa).

A parceria em torno do KC-390 busca ampliar o mercado exportador potencial para este modelo.

Os investimentos conjuntos na comercialização global do KC-390, assim como uma série de acordos específicos nas áreas de engenharia, pesquisa e desenvolvimento e cadeia de suprimentos, ampliarão os benefícios mútuos e aumentarão ainda mais a competitividade da Boeing e da Embraer.

Vale destacar, ainda, que a unidade de Defesa permanece integralmente controlada pela Embraer e que o acordo em discussão preserva integralmente os requisitos de soberania do governo brasileiro e, em particular, do Ministério da Defesa e da Força Aérea Brasileira.

O amplo e espaçoso deck de carga do KC390, em configuração dual: carga e tropas.
O moderno cockpit Rockwell Collins Pro Line Fusion do KC390 (todas as imagens Roberto Caiafa).