Submetralhadora SMT9: a aposta da Taurus

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Foto inédita de um protótipo da submetralhadora Taurus 9×19 mm baseada na Smith & Wesson Modelo 76 (Imagem: Ronaldo Olive)

No início da década de 1970, a Forjas Taurus, já bem renomada na produção de revólveres, deu seu primeiro passo na tentativa de fabricar submetralhadoras fazendo alguns protótipos de uma arma em calibre 9×19 mm baseada na Modelo 76 da norte-americana Smith & Wesson, na época, controladora acionária da empresa gaúcha. A posterior escolha pelo Exército Brasileiro da aqui fabricada sob licença Beretta M12 (MtrM M1972) para substituir suas INA M.B.950 e M.953 calibre .45 ACP cessou os trabalhos internos nesta área. Em 1980, todavia, com a aquisição da Indústria e Comércio Beretta S/A e dos desenhos e ferramental, aquela arma passou a ser fabricada em Porto Alegre com a conhecida “marca do Touro” e a designação MT-12. Gradualmente, foram colocados em produção os modelos MT-12 e MT-12AD, com alguns refinamentos no antigo projeto. Acordo assinado na década de 1990 com a estatal chilena FAMAE – Fábricas y Maestranzas del Ejército resultou na produção conjunta das submetralhadoras MT-9 (calibre 9×19 mm) e MT-40 (.40S&W), derivadas da SAF – SubAmetralladora FAMAE, que, no calibre maior, conseguiram algumas vendas aqui no âmbito das forças de segurança pública.

Uma SMT9-C, sem coronha, sendo disparada em regime de tiro automático (cadência cíclica: 700-800 tiros/min), podendo ser vistos vários dos estojos ejetados voando. O carregador curvo é próprio das armas em calibre 9x19mm. (Imagem: Ronaldo Olive)
Uma SMT9-C, sem coronha, sendo disparada em regime de tiro automático (cadência cíclica: 700-800 tiros/min), podendo ser vistos vários dos estojos ejetados voando. O carregador curvo é próprio das armas em calibre 9x19mm. (Imagem: Ronaldo Olive)

Em 2010, a Taurus revelou estar desenvolvendo uma nova família de submetralhadoras, cuja homologação oficial através de dois ReTEx – Relatórios Técnicos Experimentais do Exército Brasileiro veio na segunda metade de 2011. As primeiras entregas começaram logo a seguir. Entre os modelos SMT9 (9×19 mm) e SMT40 (.40S&W), estima-se que as vendas já tenham alcançada a marca de 30 mil exemplares para operadores no Brasil e exterior, aqui, para países como Bangladesh, El Salvador, Guiana Francesa, Honduras e Líbano, entre outros ainda não oficialmente divulgados.

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Taurus SMT9 em serviço com a Brigada de Infantaria Paraquedista do Exército Brasileiro. Este exemplar está dotado de empunhadura vertical de apoio com lanterna tática de CREE LED (450 lumens) e apontador laser lateral, além de mira de ponto vermelho, ambos fabricados pela empresa israelense IMI. (Imagem: Ronaldo Olive)

As submetralhadoras 9×19 mm destinada à polícia de Bangladesh são de uma pouco conhecida variante híbrida que combina um curto cano de 165 mm, sem quebra-chamas, da versão compacta SMT9-C, originalmente sem coronha, à qual foi acrescentada a coronha rebatível de material polimérico dos modelos padrão. Sobre o trilho Picatinni superior foi acrescentado um novo conjunto de miras mecânicas, com alça montada no alto de uma estrutura tipo “alça de transporte” de AR-15/M16 e massa de mira igualmente elevada, com raio de visada de 310 mm, 40 mm a mais que nas miras originais da arma.

Os usuários da SMT40 no Brasil concentram-se em organismos estaduais de segurança pública, mas, também incluem a Polícia Rodoviária Federal. O carregador reto identifica o calibre .40S&W da arma.

(Imagem: Taurus)
(Imagem: Taurus)

 

Ronaldo Olive