Skylark 3 – Os novos Olhos do Tzahal (Israel)

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Tecnologia e Defesa retornou à Base Aérea de Palmachim, uma das mais importantes da Força Aérea de Israel. Nesta oportunidade, Kaiser David Konrad conheceu as operações de uma Companhia da 52ª Brigada do Exército Israelense, única Unidade do exército que opera dentro de uma instalação da Força Aérea.

Palmachim é uma das instalações mais secretas das Forças de Defesa de Israel (FDI), onde entre outras, é a casa do 151º Esquadrão de Testes de Mísseis e da 167ª Ala da Defesa Aérea Ativa. La estão também os 161º Esquadrão (ARPs da família Hermes 450 e 900) e o centro de lançamento de foguetes espaciais do tipo Shavit, e onde foram testados os mísseis balísticos Jericó.

O motivo principal de se destacar uma subunidade do Exército em uma base da Força Aérea foi a necessidade da formação de doutrina operacional, já que pela primeira vez, o Tzahal (Exército Israelense) passou a operar uma Aeronave Remotamente Pilotada de nível Brigada, com alcance de até 100km e mais de cinco horas de autonomia de voo.

Desenvolvido pela Elbit Systems, o Skylark 3 foi apresentado em fevereiro de 2016 como uma ferramenta para missões de reconhecimento “além da próxima colina”, contrainsurgência e para apoiar a proteção das tropas desdobradas no terreno.

Com uma carga útil de 10kg pode carregar um sensor eletro-óptico principal FLIR e câmera com capacidade de operar dia e noite, captando imagens em alta resolução. Além disso, podem ser instalados outros sensores capazes de executar tarefas de COMINT e ELINT.

O Skylark 3 possui uma envergadura de 4,8m, peso de 45kg e altitude operacional máxima de 4.572m e é equipado com motor de baixa assinatura acústica.

No Exército Israelense será usado como um ativo em nível de Brigada e operado em colaboração com diferentes unidades militares equipadas com outras versões da família Skylark (nível batalhão) devido à comunalidade das estações de controle de solo (GCS).

A principal tarefa desses ARPs é reunir inteligência em tempo real para o Comando da Brigada. Segundo o comandante da Companhia, que não quis se identificar, “também temos a capacidade de controlar duas aeronaves simultaneamente para aquisições de alvos, da mesma forma é possível fazer o reconhecimento à longas distâncias de forma segura e precisa, além de ter uma visão real da situação do campo de batalha, o que amplia o sucesso das operações, traz mais rapidez e segurança nas deciões do Comandante”.

O Skylark 3 pode reconhecer e fazer a aquisição de alvos para unidades de artilharia e helicópteros de ataque, bem como realizar a avaliação dos danos tão logo o ataque seja desferido. Todas as informações são enviadas em tempo real para o shelter tático ou estações de controle de solo localizados na retaguarda. As imagens podem ser enviadas diretamente aos militares em solo através de receptores de video remoto, garantido inteligência rápida e precisa, aumentando a consciência situacional e evitando perdas ou danos colaterais.

A unidade de Skylark 3 tem sido desdobrada para as fronteiras onde vem executando missões de vigilância, além de apoiar o trabalho das Forças Especiais.