Segundo o “Mundo Português”, Boeing já comprou a Embraer (?)

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No quadro destas movimentações, Portugal ganha um interesse especial neste negócio, já que a Embraer possui três fábricas em Portugal. A primeira é a Ogma, (Antigas Oficinas Gerais de Material Aeronáutico) em Lisboa, onde o grupo brasileiro detém 65%, com o restante capital ainda em mãos estatais.

Mundo Português é um periódico fundado em 1970 e fonte da notícia sobre a compra da Embraer pela Boeing (clique aqui para ver o original).

A gigante da construção aeronáutica BOEING, acaba de comprar a Embraer um negócio cujo montante não foi revelado, mas que está a ser negociado desde o início do ano, e que tem muita importância para Portugal por causa das instalações que a  empresa tem em Évora.

As negociações já vinham decorrendo  há algum tempo e tem de ver com o terreno que a Boeing estava a perder para a sua rival Airbus, no campo dos jatos de médio porte (à volta dos 100 lugares) onde não se conseguiam impor como seria de esperar.

No quadro destas movimentações, Portugal ganha um interesse especial neste negócio, já que a Embraer possui três fábricas em Portugal.

A primeira é a Ogma, (Antigas Oficinas Gerais de Material Aeronáutico) em Lisboa, onde o grupo brasileiro detém 65%, com o restante capital ainda em mãos estatais.

A empresa faz estruturas aéreas e fornece serviços de manutenção para aviões civis, militares, motores e outros componentes.

Mas não serão de esperar grandes mudanças, principalmente em Évora, onde a Embraer tinha feito importantes modernizações com fundos da própria União Europeia.

As outras duas fábricas onde a Boeing assumirá o controlo são aquelas que a própria Embraer construiu há cinco anos em Évora.

São fábricas de última geração que operam desde 2013 e no ano passado completaram uma modernização no valor de 63 milhões, dos quais 23 milhões foram fundos da União Europeia.

A Boeing tem outra frente de crescimento em Marrocos.

Desde 2001, o grupo norte-americano tem sido o parceiro de referência do governo do país para o desenvolvimento do polo aeronáutico de Casablanca – onde se encontram também grandes grupos franceses como o Safran, o Stelia (subsidiária da Airbus).