Sai o short-list da Corveta Tamandaré (Marinha)

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Em meados de outubro, a Marinha escolheu os quatro consórcios para permanecer na "briga" pelas corvetas (short list). Desses quatro sairá o vencedor.

Segundo informações recebidas pela redação de T&D, já existe um resultado para o short-list da Corveta Tamandaré.

A lista final, decisão soberana da Marinha do Brasil, incluiu quatro empresas européias.

São elas: Damen/Saab, Thyssen Krupp Marine Systems, Fincantieri e Naval Group.

Comparação entre a SIGMA 50514 Tamandaré e a SIGMA entregue recentemente a Indonésia (abaixo). Observar o mastro integrado.

A proposta da Saab/Damen  envolve o Sistema de Gerenciamento de Combate Saab 9LV, utilizado por marinhas de vários países, conhecido por sua flexibilidade e fácil integração de módulos de terceiros.

Neste projeto, a Consub fará a integração de todos os equipamentos. Akaer, por sua vez, fornecerá outros sistemas de combate. 

Damen, será responsável pelo fornecimento do navio Sigma 10514, um produto já produzido pela empresa, que pode ser adaptado de acordo com as exigências da Marinha do Brasil. Enquanto a Wilson Sons, construirá o navio em seu estaleiro no Guarujá, São Paulo.

A proposta da Thyssen Krupp Marine Systems envolve uma parceria com a Embraer e com o estaleiro OCEANA. A proposta da TKMS é baseada na MEKO® A100 Light Frigate.

Uma das principais filosofias de design das classes MEKO® é a iteração de projeto, em que as melhores características de design de cada classe evoluem para a próxima, garantindo que as novas gerações de navios tenham tecnologia, materiais e padrões sólidos e comprovados.

Essa progressão reduz o risco dentro do projeto, permitindo que inovações sejam introduzidas em uma nova classe.

Quanto ao estaleiro OCEANA de Itajaí, Santa Catarina, este pertence ao Grupo CBO. Caso a proposta da seja a vencedora, o estaleiro irá construir os quatro navios, de acordo com informações da TKMS.

A proposta da Ficantieri para a Corveta Tamandaré reúne a também italiana Leonardo e o estaleiro Vard Promar. A proposta italiana se baseia no projeto original da Marinha do Brasil com a adição de inputs do fabricante italiano e seus parceiros.

A Fundação Ezute e a Ares Aeroespacial e Defesa foram contratadas para dar suporte ao consórcio.

Um fator importante que deve ser considerado é o fato da Ficantieri ser a dona do estaleiro VARD Promar no Brasil, não necessitando realizar parcerias com estaleiros nacionais que não tem expertise na construção de navios militares (situação comum aos outros escolhidos).

Quanto a proposta do Naval Group para a Corveta Tamandaré, esta se baseia no navio multimissão Classe GOWIND 2500 existente e pacotes e compensações significativas de transferência de tecnologia (ToT).

A família GOWIND foi concebida para entregar embarcações muito fáceis de construir e manter, com alto grau de competitividade e com sistemas adaptáveis às missões e necessidades.

Segundo o Naval Group, devido a alta tecnologia envolvida, o desenho é muito simples, permitindo a construção dos navios em quase todos os estaleiros do mundo, inclusive estaleiros civis capacitados seguindo normas e procedimentos civis.

NOTA OFICIAL da MARINHA do BRASIL

Marinha do Brasil avança no Projeto “Classe Tamandaré”

A Marinha do Brasil, por intermédio da Diretoria de Gestão de Programas da Marinha (DGePM), em coordenação com a Empresa Gerencial de Projetos Navais (EMGEPRON), informa que a “Short List” para o Projeto CCT está composta pelos seguintes Consórcios, nomeados por ordem alfabética: “ÁGUAS AZUIS”, “DAMEN SAAB TAMANDARÉ”, “FLV” e “VILLEGAGNON”.

As avaliações das propostas e o processo decisório observaram as boas práticas de governança pública e princípios aplicáveis à Administração Pública, pautando-se nas avaliações globais das propostas com base nos critérios definidos na RFP nº40005/2017-1, considerando a qualidade técnica e a aderência aos interesses da MB/EMGEPRON.

Atenciosamente,

Centro de Comunicação Social da Marinha

As estimativas de custo para a construção de quatro navios Corveta Tamandaré chegam a BRL6,2 bilhões (USD1,5 bilhões).