Repórter especial da T&D na Ucrânia

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Kaiser Konrad, repórter especial de T&D. (Imagem: Arquivo Pessoal)

O Centro de Comunicação Social do Exército recebeu uma mensagem de um ex-participante do Estágio para Jornalista em Área de Conflito, realizado pelo Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil (CCOPAB), sediado no Rio de Janeiro.

A finalidade do Estágio é transmitir conhecimentos específicos das operações de paz em ambiente de conflito sob a égide das Nações Unidas. Durante as duas semanas de intensas atividades, o aluno recebe noções sobre características, particularidades e aspectos relacionados à segurança neste tipo de ambiente operacional, buscando propiciar aos profissionais da imprensa informações e cuidados necessários à realização de suas reportagens.

O jornalista brasileiro Kaiser Konrad atua como repórter especial da revista Tecnologia & Defesa. Atualmente ele está cobrindo a guerra na Ucrânia e frequentou a primeira turma do estágio, em 2008.

Leia a mensagem que ele escreveu:

“Tive a honra de fazer parte da turma pioneira do curso de corresponde em áreas de conflito no então CIOPAZ, do Exército Brasileiro, em 2008. Lá me ensinaram que em terreno minado ou suspeito se caminha pisando no mesmo local daquele que segue à frente, na coluna. Com isso sempre em mente, segui atrás de um soldado, caminhando sobre suas pegadas em meio à neve que chegava às canelas.

Não tirava meus olhos dos passos dele. Esse foi um detalhe que salvou a minha vida e a de meu desatento acompanhante, que seguia logo atrás de mim e não parava de falar, emocionado por estar poucas centenas de metros de distância das linhas separatistas.

Durante a caminhada, no momento em que atravessávamos um cemitério, eu vi um fio quase encoberto apenas um passo de mim, que cruzava o caminho e que, aparentemente – para sorte dele – não havia sido notado pelo soldado.

Num golpe de reflexo eu parei. A neve ajudou a me segurar e com os dois braços eu agarrei o acompanhante que já iria “me ultrapassar”. Foi por pouco. Era uma armadilha, com um fio conectado a um explosivo e que teria nos levado pelos ares”.

Ivan Plavetz