Reino Unido planeja reforçar defesa das Malvinas

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Foto 3 Malvinas-Falklands.Imagem de abertura.
FLAADS (L) – conjunto composto pela versão terrestre do Sea Septor e seus lançadores, sistema montado sobre plataforma móvel. (Imagem: MBDA)

Como reação às noticias de possível fornecimento russo de aviões de combate Sukhoi Su-24M2 Fencer para a Argentina, o governo do Reino Unido dá sinais de preocupação e prepara uma resposta mediante envio de reforços militares para as Ilhas Malvinas (ou Falklands), arquipélago do Atlântico Sul dominado pelo britânicos e reivindicado pelo governo de Buenos Aires.

Atualmente, as Forças Armadas do Reino Unido mantêm quatro aviões de combate Typhoon da Real Força Aérea do Reino Unido (RAF), baterias de mísseis superfície-ar MBDA Rapier e cerca de 1.200 soldados na região, efetivo apoiado por navios da Marinha Real (Royal Navy) que fazem visitas frequentes ao longo do ano.

Reforçando o dispositivo baseado em terra para defesa antiaérea implantado, os britânicos pretendem levar sistemas mais modernos para as ilhas.

O pacote de reforço inclui o Sistema de Batalha, Comando, Controle, Comunicações, Computacional e Inteligência (BMC4I), novos mísseis e radares. O BMC4I, que tem como elemento central o LEAPP (Land Environment Air Picture Provision) da Lockheed Martin UK, atuará em conjunto com o FLAADS (L) – Future Local Area Air Defense System (Land), composto pelos mísseis superfície-ar e seus lançadores. Quanto aos mísseis antiaéreos, fontes do Ministério da Defesa do Reino Unido indicam que serão da versão terrestre do naval Sea Septor da MBDA, os mesmos selecionados para as fragatas Type 23 da Royal Navy e para as novas corvetas da Marinha do Brasil pertencentes à classe Tamandaré. Também fará parte radares de vigilância aérea de múltiplos feixes de ondas SAAB Giraffe.

Soldiers Load a Rapier Missile System During London Olympics Security Exercise
Sistema de defesa antiaérea MBDA Rapier. (Imagem: Britsh Army)

Fontes do MoD não indicaram quando entrarão em serviço, mas indicaram que os planos serão definidos ao longo do deste ano e contratos com os fornecedores assinados em meados de 2016.

Ivan Plavetz

Fonte: Defense News