Radar e dispositivo termal passam por avaliação operacional

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Radar SABER-M60 (Imagem: 2ºGDAAE)

 

O Núcleo do Instituto de Aplicações Operacionais (NuIAOp), organismo do Comando da Aeronáutica (COMAER) subordinado ao Comando-Geral de Operações Aéreas (COMGAR), realizará, até o dia 06 de novembro, a Avaliação Operacional (AVAOP) dos equipamentos radar SABER-M60 e do Dispositivo Termal de Pontaria MOWGLI 2M.

A unidade está fazendo uma bateria de testes, analisando as capacidades reais, para aprimorar o emprego do material em situações de combate. A atividade esta se desenvolvendo  em Manaus (AM), desde o último dia 14 de outubro, na sede do Segundo Grupo de Defesa Antiaérea (2º GDAAE).

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Lançadores de mísseis superfície-ar IGLA-S (Imagem: 2º GDAAE)

“Esta é uma excelente oportunidade para que o NuIAOp utilize os dados produzidos pelas avaliações, transformando-os em conhecimentos favoráveis para posterior aperfeiçoamento da doutrina de emprego dentro da Força Aérea Brasileira”, explicou o coordenador da avaliação, major Daniel Ferreira Manso.

Durante os testes, serão realizados voos em diversos perfis e altitudes, tanto pela manhã quanto à noite, para avaliar a capacidade operacional de detecção do Radar SABER-M60 e compreender as possibilidades e limitações do imageador termal MOWGLI 2M.

Equipamentos

O radar SABER-M60 é um radar tridimensional de vigilância aérea que incorpora tecnologias para detectar, simultaneamente, até 60 alvos que estejam sobrevoando a área vigiada. Desenvolvido com tecnologia exclusivamente nacional, pelo Centro Tecnológico do Exército Brasileiro (CTEx) em parceria com a empresa Orbisat (agora pertencente ao grupo EMBRAER), o mecanismo integra o sistema de controle e alerta dos Grupos de Defesa Antiaérea.

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Dispositivo Termal de Pontaria MOWGLI 2M (Imagem: 2º GDAAE)

Já o Dispositivo Termal de Pontaria MOWGLI-2M, de origem russa, quando incorporado ao sistema de mísseis superfície-ar IGLA-S, permite que o atirador identifique seus alvos e possa empregar a defesa antiaérea no período noturno.

A reunião inicial de avaliação contou com a presença dos comandantes da Base Aérea de Manaus (BAMN) e do Núcleo de Brigada de Defesa Antiaérea (NuBDAAE), além dos representantes das Unidades da Guarnição de Manaus, Esquadrão Harpia (7º/8º GAv), Esquadrão Pacau (1º/4º GAv), Esquadrão Arara (1º/9º GAv) e Quarto Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA IV).

Ivan Plavetz