Projeto F-X2: IFI e FLYGI trabalharão juntas na certificação do Gripen

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Foto 1 F-X2-IFI.
IFI e FLYGI trabalharão juntas na certificação do GripenE/F no Brasil. (Imagem: SAAB)

Entre os dias 10 e 12 deste mês, o Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI), organismo subordinado ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), recebeu a visita da FLYGI, autoridade militar de aeronavegabilidade da Suécia, representada pelo diretor, Klas Jonsson, e pelo responsável pela certificação da aeronave Gripen E/F, Magnus Johanesson.

Durante o encontro, IFI e FLYGI apresentaram suas regras, regulamentos e formas de trabalho, permitindo o reconhecimento mútuo de atividades relacionadas à Certificação e à Garantia da Qualidade de Produtos Aeronáuticos. Também discutiram tópicos relacionados ao acordo bilateral a ser assinado entre as Instituições.

A reunião é consequência do contrato assinado pela Força Aérea Brasileira no dia 24 de outubro de 2014 com a sueca SAAB para a aquisição de 36 aeronaves de combate Gripen E/F, sob a coordenação da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC) através da gerência do Projeto F-X2. Para o tenente-coronel José Renato de Araújo Costa, assessor técnico do IFI, o acordo estabelecido entre os dois países significa mais do que a validação do Certificado de Tipo do Gripen E/F a ser emitido pelo FLYGI e a aceitação da conformidade da produção das aeronaves na SAAB. O militar afirmou que a expectativa é para que o acordo permita o reconhecimento mútuo das atividades e até trabalhos conjuntos entre Brasil e Suécia, tanto durante a certificação e produção, quanto na fase de operação das aeronaves através dos processos de Dificuldade em Serviço (DS). Desse modo, a maior aproximação entre as autoridades militares de certificação dos evitará repetições desnecessárias de atividades, e propiciará que as soluções das DS sejam de conhecimento de ambas.

O acordo em negociação servirá de base para incorporar a certificação de outros projetos e aquisições, caso futuramente sejam assinados outros contratos de aquisição de aeronaves militares que envolvam as duas nações.

Esse reconhecimento mútuo é mais um passo na direção da inserção do IFI no cenário de autoridades de aeronavegabilidade militar internacionais.

Ivan Plavetz