Processo de produção do fuzil IA2 da IMBEL

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A IMBEL produz atualmente 20 mil fuzis IA2 por ano. (Imagem: IMBEL)

Um vídeo elaborado pelo programa FAB & Indústria de Defesa mostra como são fabricados os fuzis de assalto IA2. Os armamentos foram selecionados pelo Ministério da Defesa (MD) para equipar as forças especiais das Forças Armadas do Brasil.

A equipe da FAB TV foi até a fábrica da Indústria de Material Bélico do Brasil (IMBEL), localizada em Itajubá (MG), para registrar como é o processo de montagem do armamento e mostrar quais são os testes de qualidade realizados.

O IA2 é fruto de estudos do Centro Tecnológico do Exército (CTEx) e da IMBEL para substituir o FN FAL e suas variantes nas fileiras do Exército Brasileiro. Após o Exército constatar que o IMBEL MD-97 não poderia suprir as requisitos básicos para substituir o FAL, a IMBEL começou a modernizar o projeto do MD-97, porém, a simples modernização do projeto, que usava muitas peças do FAL, não era suficiente para suprir as necessidades do Exército.

Com isso, começou o projeto de uma arma totalmente nova, inicialmente nomeada como MD-97 Mk.II, mesmo não se tratando de uma simples modernização do MD-97, e sim de um fuzil totalmente novo. O fuzil veio ao público em 2010, quando começou a ser testado no Centro de Avaliações de Exército (CAEx), no Campo de Provas de Marambaia, Rio de Janeiro.

Assista o vídeo.

Em 2012, o exército fez a encomenda inicial de 1.500 fuzis IA-2, no modelo 5.56×45mm  NATO e 7.62×51mm NATO, para serem distribuídas entre várias unidades do Exército, como a Brigada de Operações Especiais, a Brigada de Infantaria Paraquedista e as Brigadas de Infantaria de Selva. Em 2013 o Exército fez uma encomenda maior de 20.000 fuzis.

A Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP) adquiriu um lote inicial de 500 fuzis para equipar a ROTA e Força Tática. Força Aérea Brasileira e Marinha do Brasil também estão adotando esse modelo de arma.

Ivan Plavetz