PGZ e Airbus Helicopters discutem cooperação envolvendo helicóptero Tiger

0
2110

A polonesa Polska Grupa Zbrojeniowa (PGZ) e a Airbus Helicopters se reuniram em Radom, na Polônia, com o propósito de identificar potenciais áreas de cooperação em torno do projeto do helicóptero de ataque Tiger HAD no âmbito do programa Kruk, que visa selecionar um helicóptero de ataque para as Forças Armadas daquele país.

O evento contou com representações da cadeia global de fornecedores da aeronave que também estão participando das discussões com um conjunto de companhias polonesas. Grandes fornecedores de sistemas eletrônicos, armamentos e comunicações para o Tiger, tais como Nexter, MBDA e Thales Avionics, também estão presentes nas reuniões.

A Airbus Helicopters planeja manter fortes laços industriais com a Polónia e para atingir o objetivo, a companhia promoveu o workshop que permitiu 14 empresas comprometidas com o Tiger e 12 empresas coligadas à PGZ  discutirem concepção, produção, integração e tópicos de manutenção.

De acordo com Mickael Peru, diretor-gerente da Airbus Helicopters Polska, o foco não é apenas lançar as bases para uma possível produção do Tiger na Polônia, mas sim, paralelamente a isso, buscar estabelecer uma cadeia industrial criada da mesma forma como acontece com o Caracal (H225).

O Tiger é empregado por Forças Armadas da Alemanha, Austrália, Espanha e França. (Imagem: Airbus Helicopters)

O executivo define o Tiger como o mais versátil e ágil helicópteros de ataque na atual arena de combate e destaca que a Airbus Helicopters está comprometida com o fortalecimento da indústria de defesa da Polônia em termos de avançadas tecnologias e expertises para que aquele país construa seu próprio helicóptero.

Projetos recentes de cooperação com a Polônia incluíram também a implantação de capacidades de ponta para manufatura de helicópteros com a inauguração no ano passado de um centro dedicado de pesquisa e desenvolvimento em Łódź. A Airbus Helicopters possui uma rede industrial distribuída ao redor do mundo que conta com 31 centros de apoio ao usuário e cooperação industrial com 39 países, incluindo Estados Unidos, China, Brasil e Austrália.

Ivan Plavetz