“Operação Punhos de Aço” integra sistemas e funções de combate

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A 6ª Brigada de Infantaria Blindada (6ª Bda Inf Bld), sediada em Santa Maria (RS), unidade da 3ª Divisão de Exército (3ª DE), realizou a “Operação Punhos de Aço”, exercício anual de adestramento avançado com o objetivo de praticar a integração dos diversos sistemas e funções de combate. O exercício é o ponto culminante do ano de instrução de suas doze organizações militares subordinadas. Ao todo, foram empregados 1.278 militares e um total de 276 viaturas, destas, 84 blindadas.

Meios de alta tecnologia também foram utilizados na atividade, com destaque para os rádios Falcon III com criptografia e georreferenciamento; o Dispositivo Simulado de Engajamento Tático (DSET); e equipamentos de visão noturna de diversos tipos, principalmente os para câmera de imagem termal CORAL, da empresa AEL Sistemas. Também foi testado o Sistema de Aeronave Remotamente Pilotada (SARP), da mesma empresa, em missões de reconhecimento tático. A situação tática da operação envolve uma ação hipotética de reconquista de uma área fictícia.

Para a conquista do objetivo, a Brigada realizou o emprego faseado de Forças-Tarefa Blindadas, iniciando por ataques noturnos, sendo um com utilização de equipamentos de visão noturna e outro com o uso de granadas iluminativas. No prosseguimento da missão, as Forças-Tarefa alternaram-se no ataque e conquista de objetivos definidos pela Brigada.

Nessa fase foram utilizados obstáculos de engenharia com ultrapassagem de Viatura Lança-Pontes; interferência de guerra eletrônica; evacuação de feridos; resgate de veículos em pane; e emprego da viatura Gepard 1A2 com radar para detecção antiaérea.

(Imagem: Exército Brasileiro/6ª Bda Inf Bld)
(Imagem: Exército Brasileiro/6ª Bda Inf Bld)

Durante as ações, batalhões, companhias e pelotões foram continuamente acompanhados por observadores que, além de acionarem problemas militares simulados, avaliaram a reação das tropas.

Após cada objetivo foram implementadas análises pós-ação parciais visando aperfeiçoar procedimentos para prosseguir as missões, e para que os observadores pudessem apresentar os pontos fortes na atuação de cada fração, além de sugerir correções em procedimentos para as próximas fases.

 

Ivan Plavetz