O Grupo WEG e seus motores elétricos no PROSUB.

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*Com duas fábricas no País (a outra fica em São Bernardo do Campo - SP), o Grupo WEG está entre as 10 maiores empresas do país no mercado internacional, mantendo unidades fabris em 29 países.

Lançado como o maior programa de capacitação industrial e tecnológico da indústria da defesa brasileira, o Programa de Submarinos (PROSUB ) tem como exigência principal o emprego de conteúdo local para equipamentos e ítens destinados aos submarinos convencionais S-BR Classe Riachuelo.

Desempenhando um papel estratégico na defesa nacional*, o Grupo WEG, através da sua Unidade Energia Jaraguá do Sul (SC), foi contratado para atender a demanda por motores elétricos a bordo dos submarinos Classe Riachuelo, auxiliando a Marinha do Brasil a atingir os índices de conteúdo local requeridos pelo programa e utilizando mão de obra 100% nacional.

*Com duas fábricas no País (a outra fica em São Bernardo do Campo – SP), o Grupo WEG está entre as 10 maiores empresas do país no mercado internacional, mantendo unidades fabris em 29 países.

Motores de Indução Trifásicos Refrigerado por Manto d’água

Os principais componentes dos motores da linha WGM*, de emprego naval (motores de indução trifásicos refrigerados por manto dágua) são fabricados na WEG com elevados índices de conteúdo local.

(*o artigo cita o modelo “civil” desse tipo de motor – os designados para equipar os S-BR certamente deverão atender requisitos ainda mais exigentes).

O sistema de refrigeração por manto d’água dos motores linha WGM funciona com a circulação de água através da carcaça e tampas.

Além de permitir uma troca térmica mais eficaz entre o motor e a água, o sistema reduz a temperatura dos condutores ao longo da ranhura e eleva a relação potência por peso.

Essa refrigeração mantém a eficiência térmica, inclusive em velocidades reduzidas, o que permite o uso do inversor de frequência com ampla faixa de velocidade, até mesmo em aplicações severas com torque constante.

O manto d’água também minimiza as trocas de calor com o ambiente, resfria os mancais e dispensa a ventilação forçada, reduzindo a manutenção e o ruído sonoro.

As aplicações para esse tipo de motor elétrico podem variar de um grande propulsor principal até um lateral (bow thruster), bombas de combate a incêndio (controle de avarias) e guinchos (manejo de suprimentos/equipamento).

Com diferentes tipos de montagens, na vertical e horizontal, esses motores, em sua variante modificada de emprego naval militar, deverão equipar a Classe Riachuelo.

É na fase de integração final (iniciada em fevereiro de 2018) que esse tipo de equipamento é instalado a bordo.

Imagens: Gino Marcomini para T&D, WEG

Capa da Revista Tecnologia & Defesa Nº 139, a arte de Gino Marcomini produzida por encomenda da publicação irá compor o painel atrás das autoridades no próximo dia 20 de fevereiro em Itaguaí, ocasião em que a Marinha do Brasil irá oficializar o início da integração do S-40 Riachuelo, última etapa antes de seu lançamento ao mar.