O caça stealth J-20 mostra suas garras no Airshow China!

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O bimotor J-20, visto como a resposta da China aos F-22 e F-35 dos EUA, entrou em serviço na frota da Força Aérea do Exército de Libertação Popular em fevereiro.

A Força Aérea do Exército de Libertação Popular da China (PLAAF), em seu show aéreo bienal de Zhuhai, no último domingo, apresentou seus caças J-20 (tecnologia stealth) pela primeira vez em uma exibição pública armados com cargas de mísseis completa.

Um relatório de observadores internacionais sugeriu que o J-20 poderia representar um desafio estratégico para os principais componentes da frota aérea dos EUA (aviões-tanque de reabastecimento aéreo, bem como os preciosos AEW&C de alerta precoce, comando de controle), se estiverem armados com mísseis ar-ar de longo alcance.

No domingo, os J-20 mostraram essa capacidade no que Agência Estatal de Notícias Xinhua descreveu como uma “impressionante exibição aérea” no último dia do Airshow China, onde o PLA exibe e comercializa seu equipamento militar.

Em um vídeo da Xinhua, dois J-20s voaram sobre a enorme multidão no Airshow China com as portas do compartimento de bombas abertas, mostrando quatro mísseis de longo alcance montados no interior (compartimento stealth de armas).

Dois mísseis também foram montados sob as asas dos jatos.

Em um post no site de língua inglesa do ELP no início deste ano, o especialista militar chinês Song Zongping disse que o J-20 está destinado a “combater e vencer rivais no futuro que ousam provocar a China no ar”.

Os chineses alegam que a chegada do J-20 vai mudar o equilíbrio do poder aéreo na região da Ásia-Pacífico. “No passado, apenas os EUA e seus aliados, como o Japão, eram capazes de armar caças furtivos, mas agora o monopólio deles na região foi quebrado pelo J-20 da China.”

A exibição dos mísseis montados internamente no J-20 foi obviamente o destaque do show em Zhuhai, no qual o PLA costuma revelar novos sistemas militares (propaganda).

No entanto, nem tudo são flores para os chineses. Analistas observaram que os caças em exibição estavam usando motores russos em vez de chineses.

“O não comparecimento dos motores chineses construídos para uso no J-20 indica que a China ainda está tendo problemas para dominar a tecnologia de ponta dos motores a jato”, disse Peter Layton, ex-oficial militar australiano e agora membro do Griffith Asia Institute.

Após a conclusão do show aéreo de Zhuhai, a China divulgou sua tecnologia de motor a jato em um post no site em inglês publicado na segunda-feira, citando uma performance anterior de seu jato J-10B, um caça não stealth, usando tecnologia “thrust vector“.

A tecnologia vetorial de empuxo usa um bocal no escapamento de um jato para mudar sua direção. Ele permite que o avião mude a direção mais rapidamente do que usando superfícies de controle em suas asas e cauda.

“A China dominou um campo de tecnologia de aviação de ponta que atualmente é dominado pelos Estados Unidos e pela Rússia, o que deve dar aos aviões de combate do país melhor capacidade de combate”. No entanto, Layton disse que a China permanece 10 a 20 anos atrás dos líderes em vetores de empuxo.

“Teria sido mais impressionante observar a vetoração de empuxo sendo utilizada no caça furtivo J-2, o que não ocorreu, diminuindo seu impacto sobre os observadores estrangeiros”, disse Peter.

Nota do Autor: De fato, o ocidente já domina a vetoração de empuxo para caças desde os anos de 1970, quando protótipos como o X-31, o Himat e F-15 STOL/MTD abriram caminho para os bocais 2D/3D do F-22 Raptor, por exemplo. Obter vetoração de empuxo eficaz sem comprometer as características stealth parece ser o grande dilema para os chineses. Se vetoração de empuxo pressupõe manobralidade extra, adequado para dogfights, para que usar a tecnologia stealth, focada em combates BVR?