O Brasil e o LDP Siroco

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(Imagem: Marinha da França)
(Imagem: Marinha da França)
(Imagem: Marinha da França)

No período entre 16 a 18 de dezembro de 2014, o Engenheiro de Tecnologia Militar Roberto Luiz Nicodemos Campinho, lotado na Diretoria de Engenharia Naval da Marinha do Brasil (MB), e mais cinco oficiais superiores, liderados pelo CMG (EN) Luiz Carlos Delgado, estarão em Toulon, maior base da Marinha Francesa, com o intuito de realizarem uma visita técnica de avaliação do navio LDP Siroco, cotado como substituto do NDD Rio de Janeiro, desativado pela MB em junho de 2012. O L9012, da Classe Foudre, é um navio de assalto anfíbio comissionado em 1998 e já substituído na Marinha da França pelos novos Classe Mistral. Com um deslocamento de 12.000 ton (carga completa), comprimento de 168 m, largura de 23,5 m, calado de 5,2 m e potência instalada de 20.800 hp, o LPD Siroco pode alojar 450 tropas (Fuzileiros) e seus equipamentos, operar 4+ helicópteros médios com facilidades de hangar, transportar cerca de 100 veículos militares, incluindo blindados, e lançar através da sua popa alagável, embarcações de desembarque de vários modelos e capacidades, incluindo o CLANF, blindado de esteiras anfíbio operado pelos Fuzileiros Navais.

Nau-Capitânea?

A compra do LPD Siroco também vai oferecer uma plataforma de operação mais adequada para os novos helicópteros EC725 da Aviação Naval, e uma Nau-Capitânea interina para a Esquadra, considerando-se que o NAe A-12 São Paulo estará sendo submetido a um PMM até 2019. Em breve, a MB deverá aposentar o NDCC Mattoso Maia, após décadas de serviço, o que torna a aquisição do LPD Siroco uma compra de oportunidade de significativa importância, pois irá fornecer a Força de Fuzileiros da Esquadra meios operativos bem mais modernos e capazes para a execução de assaltos anfíbios, missões de Paz no exterior ou mesmo auxílio em desastres naturais e calamidades humanitárias. O irmão do LPD Siroco, o LPD Foudre, que deu nome a classe, foi comprado pela Marinha do Chile há alguns anos e tem operado com sucesso naquele país.

Roberto Caiafa