Novo secretário na SEPROD

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(Imagem: Divulgação)

O economista Flávio Augusto Corrêa Basilio tomou posse como novo titular da Secretaria de Produtos de Defesa (SEPROD) do Ministério da Defesa. Ele é formado pela Universidade Federal do Paraná, com mestrado e doutorado em economia, e professor titular do Centro Universitário UDF.

O novo secretário do SEPROD foi gestor de riscos do Banco do Brasil, onde trabalhou com regulação bancária, modelagem interna de riscos e na implementação de Basileia II e III. Também é ex-professor da Universidade de Brasília e esteve no Ministério da Fazenda desde agosto de 2012, onde exerceu a função de assessor econômico do ministro. Ainda nesse ministério, coordenou estudos em parceria com o IPEA na elaboração de simulações computacionais com uso da Matriz Insumo-Produto e de impactos de política econômica. P

Além disso, foi economista chefe da Secretaria de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda e representante do Brasil no Grupo de Infraestrutura do G20 (IIWG).

O discurso de posse do novo secretário

Desde o final do sistema de Bretton Woods, uma questão que se coloca para todos os agentes políticos e econômicos é: por que demandamos papel moeda? Qual a razão de vendermos a nossa força de trabalho, nossos bens, por um instrumento monetário sem lastro e sem valor intrínseco?

A resposta para essa questão está baseada em dois fundamentos: solidez fiscal e poderio militar.

A solidez fiscal é essencial para explicar a coexistência da moeda, que não paga juros, com outros instrumentos financeiros disponíveis na economia. Sem ela, o risco de inflação faria com que os agentes substituíssem rapidamente a moeda nacional por outro ativo equivalente.

Já o poderio militar de uma nação e a credibilidade das Forças Armadas asseguram a confiança intrínseca por parte dos agentes de que o governo continuará aceitando moeda como meio de pagamento dos impostos.

Em uma economia monetária, como a que vivemos, confiança é algo extremamente valioso e é esta confiança que assegura a solidez econômica e financeira da nação. Sem ela, não há crescimento econômico nem desenvolvimento tecnológico, e a melhoria dos padrões de vida da população fica comprometida. Neste sentido, para que tenhamos prosperidade no longo prazo, precisamos assegurar que a nossa Base Industrial de Defesa seja forte e dinâmica.

Para isso, precisamos garantir que os agentes com maior capacidade de gerenciamento de riscos sejam aqueles que incorrem e alocam esses riscos. Além disso, precisamos assegurar fundos estáveis para que os empresários façam seus investimentos, adotar políticas comerciais coerentes com os objetivos da Estratégia Nacional de Defesa e, ainda, precisamos de capacidade segura de obtenção por parte das Forças Armadas.

Um aspecto importante ocorre justamente na necessidade de “funding” para o desenvolvimento de produtos de defesa. Discutir as necessidades de investimentos, elencar as áreas, os projetos e os compromissos essenciais são apenas uma parte do problema.