Mísseis e sistemas de ataque do Gripen da FAB. Conheça a lista

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Junto com o Gripen, o Brasil vai receber uma lista de armamentos que possibilitará o seu emprego num amplo espectro de missões, explorando plenamente as suas capacidades de combate.

Nos mísseis ar-ar serão adquiridos o IRIS-T da Diehl, guiado por calor com vetoração de empuxo e resistente a ambientes com elevada presença de contramedidas eletrônicas, principalmente ao flare. Seu sensor utiliza dados de uma biblioteca interna e faz a análise de imagens para diferenciar uma contramedida eletrônica de um alvo real. É ainda da categoria fire and forget e com capacidade lock-on after launch (LOAL), onde nesse caso o míssil faz o engajamento do alvo depois de ter sido lançado pelo caça. Suporta 60g de carga e curvas com 60º por segundo, possibilitando o engajamento de alvos que estejam atrás do caça. Além disso, acoplado a um helmet-mounted display (mira montada no capacete), o piloto consegue disparar contra outros alvos que estejam a mais de 90º do escopo de engajamento do radar. O IRIS-T é um dos mais modernos mísseis da atualidade que pode ser empregado em quaisquer condições meteorológicas. Seu alcance é estimado em 25 quilômetros, atingindo velocidade de Mach 3 (3.704km/h).

O míisil Iris-T

Há ainda o míssil de 5ª geração e de curto alcance A-Darter, um programa binacional entre o Brasil e a África do Sul. O míssil possui vetoração de empuxo, é guiado por calor e tem alcance de 15 quilômetros. É da categoria fire and forget e com capacidade LOAL, podendo engajar alvos que estejam a 90° em relação a direção de voo do caça lançador, suportando até 80g de carga. O sensor infravermelho faz varreduras nas cores SWIR & MWIR com uma taxa de faixa de 120º, ângulo de visão de 180º. Atinge velocidade de Mach 3 e, além de equipar a defesa aérea da FAB, o projeto capacita a indústria nacional, especialmente a base industrial de defesa, para desenvolvimento de sistemas bélicos de alta tecnologia. Avibras, Mectron e a Opto Defesa e Espaço, do grupo Akaer, foram beneficiárias do processo de transferência de tecnologia.

O A-Darter possui como clientes o Brasil e a África do Sul

Por fim, o Brasil fez a aquisição de 100 mísseis ar-ar de longo alcance MBDA Meteor, com guiagem que combina a navegação inercial, radar ativo e com a atualização da posição do alvo feita constantemente via datalink. Possui tecnologia Ramjet que projeta o míssil em velocidades superiores a Mach 4 (ou mais de 4.700 km/h), além de continuar acelerando por minutos quando os mísseis convencionais gastam todo o combustível sólido do motor em questão de segundos. Assim, em determinadas distâncias, é improvável que a sua presa consiga escapar do Meteor.

MBDA Meteor

 

Ar-solo

Na parte de armamentos ar-solo estão os mísseis subsônicos antinavio RBS15 com guiagem por radar ativo na Banda J, alcance de 200 quilômetros e com ogiva de aproximadamente 200 kg (superior aos Exocet).

Até dois RBS15 podem ser transportados numa missão pelo Gripen E/F

Há ainda a bomba Spice 250 (113kg), guiada por GPS e sistema eletro-óptico com capacidade standoff (100 km), ou seja, são lançadas fora do alcance das defesas inimigas e, o kit que converte bombas convencionais em guiadas Spice 1000 (450kg) com alcance estimado em 60 km. Ambas utilizam pequenas asas para planar até o alvo.

 

Para missões de reconhecimento e designação de alvos estão os pods Rafael Reccelite XR, de nova geração e que permite ampliar captar imagens de alvos a 27km, tiradas de uma altitude de 7 mil metros, por exemplo. E o designador de alvos Litening 5, que utiliza um novo pacote de sensores, para os quais foram desenvolvidos novos conjuntos ópticos possibilitando a identificação de alvos a maiores distâncias. Nele também estão incorporados dos imageadores térmicos, de ondas médias e curtas.

Pod de reconhecimento Rafael Reccelite XR