Ministro da Defesa quer mais verbas para o KC-390

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(Imagem: Agência Força Aérea)

Logo após a inauguração do Centro de Projetos e Desenvolvimento do Gripen (GDDN conforme sigla em inglês), o ministro da Defesa, Raul Jungmann, e o relator do Orçamento da União, senador Eduardo Braga, conheceram o maior avião já produzido no Brasil; o KC-390.

O avião multimissão que será a principal base estrutural da aviação de transporte da Força Aérea Brasileira, já em fase de ensaios em voo, será produzido no complexo da Embraer em Gavião Peixoto (SP), planta que concentra produtos de defesa da empresa.

“Esse projeto [KC-390] nos coloca em condições de competir com as maiores indústrias do mundo que desenvolvem aviões”, afirmou o ministro da Defesa durante entrevista em Gavião Peixoto.

Para ele, quando o novo cargueiro entrar em ritmo de produção, a capacidade produtiva será de 18 unidades por ano. Jungmann informou que, segundo a Embraer, há uma carteira de pedidos que pode chegar a 500 aeronaves. “Isso significaria dizer que nós teríamos um impacto na balança comercial ao ano de U$$ 1 a 1,5 bilhão só com a venda do KC-390”,  disse o ministro sobre o potencial de exportação da aeronave.

Porém, o Jungmann indicou a necessidade de mais R$ 200 milhões para construir o terceiro protótipo da aeronave e garantir a certificação. “O País sai na frente, mas precisa se manter na frente. Se o projeto atrasar, o que vai acontecer é que outros países também desenvolverão seus produtos e ocuparão esse lugar”, explicou o ministro.

Ivan Plavetz

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