Marinha comemorou data magna

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(Imagem: Tereza Sobreira/Ministério da Defesa)

A Marinha do Brasil comemorou na última sexta-feira (10), no Grupamento de Fuzileiros Navais de Brasília, os 151 anos da Batalha Naval do Riachuelo – o mais importante embate da armada na Guerra da Tríplice Aliança, sob o comando do almirante Barroso, em 11 de junho de 1865.

A cerimônia foi presidida pelo ministro da Defesa, Raul Jungmann, que recebeu a comenda da Ordem do Mérito Naval, no grau Grã-Cruz, das mãos do comandante da Marinha, almirante-de-esquadra  Eduardo Bacellar Leal Ferreira.

“Esta condecoração é símbolo da história da Marinha e do seu dia. E representa uma lembrança daqueles que travaram, lutaram e morreram pela soberania e independência do Brasil. É motivo da mais elevada honra e alegria por ter sido condecorado pela Marinha”, comentou o ministro Jungmann.

Para Jungmann preservar a memória da Batalha do Riachuelo significa projetar um compromisso de futuro com a soberania, a integridade territorial, a paz e a segurança do povo brasileiro.

Ministro Jungmann recebeu a comenda da Ordem do Mérito Naval, no grau Grã-Cruz, das mãos do comandante da Marinha, almirante Eduardo Bacellar Leal Ferreira. (Imagem: Tereza Sobreira/Ministério da Defesa)

“O dia de hoje é uma reverência daqueles que travaram essa batalha e que agiram com honra e compromisso em defesa da pátria, dando suas vidas para que o Brasil continuasse soberano e independente”, afirmou o ministro.

O comandante da Marinha iniciou a leitura da sua “Ordem do Dia” dizendo que o domingo do dia 11 de junho de 1865 entraria para a história nacional pela contribuição decisiva da Esquadra à vitória na Guerra da Tríplice Aliança. “Marinheiros e fuzileiros navais, nunca se esqueçam dos acontecimentos daquele dia, e reflitam sobre algumas lições tiradas do conflito”.

Em outro momento da mensagem, o comandante da Marinha lembrou que a realidade mundial dos dias de hoje é muito diferente, mas igualmente insegura. Por isso, falou sobre a importância do respaldo da sociedade no sentido de apoiar a preparação do Poder Naval para o emprego real, com meios modernos e capacitados.

Em seguida, foi lida a mensagem do presidente interino da República, Michel Temer, na qual se destacou que a Marinha está à altura do desafio de defender as águas jurisdicionais e de dar continuidade às suas demais funções constitucionais. “A agenda da Marinha é vasta. Inclui temas tão cruciais quanto a assistência médico-hospitalar para as populações ribeirinhas da Amazônia e do Pantanal, composição dos contingentes das missões de paz das Nações Unidas no Haiti e no Líbano, e o apoio à segurança nos Jogos Olímpicos”, afirmou a mensagem do presidente interino.

Foram içados os sinais de Barroso, em homenagem aos heróis da batalha e, em seguida, salva de 17 tiros. (Imagem: Tereza Sobreira/Ministério da Defesa)

Durante a cerimônia, foram içados os sinais de Barroso, em homenagem aos heróis da batalha e, em seguida, executados os toques da vitória e de comandante em chefe, acompanhados da salva de 17 tiros.

Batalha Naval do Riachuelo

No dia 11 de junho de 1865, a Marinha Imperial Brasileira vencia a Batalha Naval do Riachuelo, considerada o mais importante conflito da armada nacional durante a Guerra da Tríplice Aliança (1864-1870).

A vitória foi decisiva para assegurar ao Brasil e aos aliados (Uruguai e Argentina) a supremacia na bacia do Rio da Prata, caminho estratégico para o envio de tropas e suprimentos na luta contra os invasores da província de Corrientes, na Argentina.

(Imagem: Tereza Sobreira/Ministério da Defesa)

A Batalha do Riachuelo é considerada por militares e historiadores como uma das mais importantes da história do Brasil, não só pelo tamanho da tropa envolvida, mas também pela atuação marcante do almirante Francisco Manoel Barroso, comandante da esquadra brasileira que, mesmo tendo perdido a primeira fase do embate, conseguiu reverter a adversidade e vencer a batalha.

Ivan Plavetz