Força de Minagem e Varredura  realiza exercício no porto de Suape.

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No mês de setembro, os navios varredores Atalaia (M 17) e Albardão (M 18) operaram em Recife (PE), no Porto de Suape.

No mês de setembro, os navios varredores Atalaia (M 17) e Albardão (M 18) operaram em Recife (PE) para homologar procedimentos e realizar exercícios de varredura em duas áreas de interesse para acesso ao estratégico Porto de Suape.

Na ocasião, os exercícios comprovaram a capacidade que a Marinha do Brasil possui em realizar ações de varredura nos acessos aos portos brasileiros, projetando seus navios varredores de minas sediados na Base Naval de Aratu (BA).

Como há muito tempo não eram conduzidas operações de contramedidas de minagem em Suape, a presença dos navios varredores na área despertaram a curiosidade dos trabalhadores do porto e as tripulações dos mercantes.

Ao final das operações os navios receberam um agradecimento, por fonia, da administração portuária, ressaltando a importância da manutenção destas ações e da presença dos varredores, aumentando assim a sensação de segurança e confiabilidade na navegação.

Vista aérea de dois navios varredores de minas da Marinha do Brasil. (Imagem: SkyShots)

A missão da ForMinVa

A Força de Minagem e Varredura (ForMinVa) é responsável pelas operações de contramedidas de minagem, destinadas a eliminar a ameaça de minas, mantendo abertas e seguras as linhas do tráfego marítimo ao longo do nosso litoral, as áreas marítimas adjacentes aos portos, terminais e plataforma nacionais; bem como, as possíveis áreas de operações de nossas Forças Navais.

A ForMinVa está sediada na Base Naval de Aratu, complexo militar-naval localizado em Salvador (BA), que lhe provê apoio logístico, técnico e científico, entre outras atribuições.

Pela especialidade requerida pelo setor de Guerra de Minas, o Comando da Força de Minagem e Varredura realiza, além das atividades inerentes a um Comando de Força, cursos expeditos específicos para os oficiais e praças dos navios-varredores.

Além da realização de operações de contramedidas de minagem (CMM) nos principais portos do país, realizados rotineiramente, a Força de Minagem e Varredura tem operado com marinhas amigas neste tipo de exercício, com o propósito de incrementar o adestramento em operações conjuntas.

A Marinha do Brasil é a única na América Latina capacitada e equipada para atuar na guerra de minas, possuindo uma infraestrutura de suporte com instalações adequadas para apoiar as operações da ForMinVa.

Uma moderna raia magnética foi construída na Base Naval de Aratu (BA), contando com o suporte de pesquisadores civis e convênios adequados com a comunidade científica baiana, para qualificação de pessoal especializado civil e militar afeto a guerra de minas.

Uma série de equipamentos de concepção nacional instalados ao longo dos anos otimizaram o rendimento das embarcações classe Aratu ainda em uso (origem alemã). As minas usadas pela Marinha do Brasil são fabricadas no País com tecnologia própria da industria nacional.

O navio varredor M15 Aratu, da Marinha do Brasil.

Histórico

Criada pelo Aviso Ministerial no 0818 de 12 de maio de 1961, a Força de Minagem e Varredura, inicialmente, era subordinada ao Primeiro Distrito Naval e contava com os navios-varredores JAVARÍ, JUTAÍ, JURUÁ e JURUENA e com os navios-patrulha PIRANHA, PIRAQUÊ e PIRAPIÁ. Em 1963 passou à subordinação da Esquadra

Em 1967, passou a chamar-se Esquadrão de Minagem e Varredura. Quatro anos depois, em 1971, os navios-patrulha foram transferidos para o Grupamento Naval do Sul e o Esquadrão, com os quatro navios-varredores restantes, foi transferido para a Bahia, ficando sediado na Base Naval de Aratu.

Por essa época, a Marinha decidiu renovar as unidades do Esquadrão, encomendando a construção de seis novos navios-varredores à Alemanha.

Entre novembro de 1971 e dezembro de 1972 foram recebidos os quatro primeiros, batizados com os nomes de ARATU, ANHATOMIRIM, ATALAIA e ARAÇATUBA.

Em fevereiro de 1976, chegam os navios-varredores ABROLHOS e ALBARDÃO, últimos da sua classe a serem recebidos.

Em 1977, é alterada a denominação de “Comando do Esquadrão de Minagem e Varredura” para “Comando da Força de Minagem e Varredura“, constituída pelos seis navios-varredores da classe “ARATU”, tal a qual conhecemos hoje NAVIOS VARREDORES.

Para a consecução de suas tarefas operativas, existem, diretamente subordinados ao Comando de Força de Minagem e Varredura, na atualidade, quatro navios-varredores (NV) , Classe “Aratu”: NV “ARATU” (M-15), NV “ATALAIA” (M-17), NV “ARAÇATUBA” (M-18 ) e NV “ALBARDÃO” (M-20). Duas unidades já foram desativadas.