Exercício Técnico (EXTEC) Harpia Altante: Pico da Neblina

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A bordo do H-60 Black Hawk, as tripulações realizaram treinamento de técnicas de voo de montanha nos arredores do Pico da Neblina (2.995 metros), ponto mais alto do Brasil, situado na fronteira noroeste.

O Esquadrão Harpia (7º/8º GAV) realizou, no período de 20 a 25 de agosto, o Exercício Técnico (EXTEC) Harpia Altante, no município de São Gabriel da Cachoeira, distante cerca de 850 km de Manaus (AM).

O objetivo foi adestrar e readaptar as tripulações do 7°/8° GAV ao voo e à operação em altitude, com vistas à participação no Exercício Angel de Los Andes 2018.

A missão foi lançada no dia três de setembro na Colômbia e prosegue até o dia 15, com a base de operação situando-se na Cordilheira dos Andes, a sete mil pés de altitude, o equivalente a 2.133,6 metros.

A bordo do H-60 Black Hawk, as tripulações realizaram treinamento de técnicas de voo de montanha nos arredores do Pico da Neblina (2.995 metros), ponto mais alto do Brasil, situado na fronteira noroeste.

Na ocasião, foram treinados os procedimentos de subidas e descidas de encostas, aproximações para cristas e cumes, além de voo em vales e ravinas. Visando à segurança de voo, foram massificados os procedimentos para detectar, evitar e se esquivar de turbulências, que costumam ser fortes em regiões de montanha.

O Comandante do 7°/8° GAV, Major Aviador Ivan Fernandes Faria, destacou a importância do EXTEC Harpia Altante, não só para o Exercício Internacional, mas, sobretudo, para as operações de busca e salvamento, segurança e integração nacional realizadas na Região Amazônica. “Nessas operações, atuando por vezes acima de 5.000 pés (1.524 metros) transportando cargas, passageiros e tropas, o que ocorre frequentemente em missões reais, as tripulações enfrentam condições muito diferentes das rotineiras, o que obriga o emprego das técnicas praticadas”, explicou.

Um dos pilotos que participou da missão, o Tenente Aviador Pedro Thiago Parra, falou sobre os ganhos operacionais proporcionados pelo Exercício. “O voo em montanha, por ser diferente do que estamos acostumados, proporcionou conhecer como o helicóptero reage no voo em altitude. Operar próximo aos limites da aeronave, com vento forte e meteorologia frequentemente instável, contribuiu para a preparação, caso fosse necessário um resgate em condições semelhantes, como já aconteceu no Esquadrão”, disse.

Visando disseminar as técnicas, além dos tripulantes do 7°/8° GAV, participaram do treinamento dois pilotos, um mecânico e um homem SAR, especialista em busca e salvamento, do Esquadrão Pantera (5°/8° GAV), situado em Santa Maria (RS).

Todos esses militares foram convocados para a missão na Colômbia.

Fotos: 7º/8° GAV